Rubens de Souza - 24 Horas News
Sem o senador Jayme Campos (DEM) no páreo pelo governo do Estado. O deputado estadual e presidente da Assembléia Legislativa, José Riva (PP), tido como “fiel da balança” disse que a sigla ainda não afinou discurso de apoio a nenhum dos pré-candidatos ao Palácio Paiaguás.
“Se o Jayme fosse o candidato da oposição, eu sairia em defesa do fortalecimento do seu nome dentro do partido. De resto, nunca vi processo eleitoral tão indefinido”, completou.
Para Riva a prioridade do PP no momento é promover uma discussão interna, como propósito de consolidar as chapas proporcionais e não formar alianças. No entanto, a sigla pretende não fechar portas, tampouco “menosprezar” os partidos na composição de arco de alianças para o próximo pleito. Caberá ao prefeito Wilson Santos (PSDB), o vice-governador Silva Barbosa (PMDB) e o empresário Mauro Mendes (PSB) persuadir a liderança progressista com o melhor projeto político para o Estado de Mato Grosso.
Riva descarta a intenção de indicar qualquer correligionário ao cago de vice. Fato que pode ser constatado com a recusa do deputado federal Eliene Lima (PP) que chegou a ser cotado como vice de Silval Barbosa.
Embora faça parte da base governamental, que reelegeu o governador Blairo Maggi (PR) em 2006, Riva destaca que pode fazer oposição ao candidato situação, “não é porque temos afinidade e permanecemos na base do governo que não podemos conceder apoio a outro candidato, que não seja Silva Barbosa” ratificou.Sobre as alianças do projeto “Mato Grosso Muito Mais” encabeçado pelo socialista Mauro Mendes, que tenta cooptar apoio dos partidos “nanicos” - PV,PDT,PPS,PMN e PTN para que não ocorra o enfraquecimento, Riva acredita que será complicado aglutinar várias siglas com determinações partidárias diferentes, já que muitos dos partidos seguem as determinações do diretório nacional e não tem “carta branca” para findar alianças.
Como tudo em política é volátil, José Riva não descarta a possibilidade do PP entrar na disputa rumo à sucessão governamental.
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