segunda-feira, 27 de julho de 2009

Subsede do Sintep em Confresa levou professores à greve ilegal e ao prejuízo

  Fonte:  Assessoria / Pref Mun Confresa

Após 25 dias sem dar aulas prefeitura cortou o ponto de professores.

Os poucos professores que continuavam fora das salas de aula até o dia 03 de julho se reuniram em uma última Assembléia Geral decidindo pelo retorno às aulas nesta segunda-feira (06.05).

A auditoria de assessores da secretaria de Educação do Estado de Mato Grosso (SEDUC) e do próprio secretário, Ságuas Moraes, que estiveram em Confresa na semana anterior no intuito de motivar o final da paralisação de uma parcela dos servidores da educação do município, foi de enorme importância para a população embora não tivesse êxito imediato. Eles avalizaram como sendo verdadeiras as argumentações da prefeitura, que vinham sendo mantidas desde janeiro, nas oito reuniões através de um diálogo que só se encerrou com o inicio da greve. Esses estudos demonstravam a incapacidade financeira da prefeitura em proporcionar aumentos salariais nos níveis pedidos pela entidade.

O prefeito Gaspar Lazzari (PPS), disse em todas as oportunidades em que esteve presente ser favorável ao aumento dos professores, mas desde que houvesse dinheiro para isso. “Embora a prefeitura já pague acima do piso salarial nacional, eu também acho baixo o salário dos professores, mas só posso dar aumento se tiver de onde tirar o dinheiro, esse é o problema, temos 72% dos alunos do município em escolas da prefeitura”, argumenta o prefeito. Mesmo com dificuldades com o limite de gasto da folha, Gaspar concedeu um aumento de 6,05% a todos os servidores municipais já para julho, incluíndo os professores.

Após a divulgação do resultado do trabalho da SEDUC avalizando o que diziam os dados da prefeitura, a decisão dos professore em retomar as aulas demonstrou que a maioria deles não tinha conhecimento do que foi argumentado pela prefeitura durante as reuniões com o sindicato, e que somente agora isso teria acontecido.

As informações ficavam retidas ao conhecimento dos diretores da Subsede Confresa, que induziram toda a categoria, envolvendo inclusive servidores do apoio à educação, que nada receberiam com as reivindicações do movimento, já que o aumento se aplicaria apenas aos professores.

A situação acabou por constatar que membros da subsede Confresa do Sintep estão despreparados para assumir suas posições à frente do sindicato, tendo prejudicado as negociações entre os professores e a prefeitura.

Uma parcela de professores que não aderiram à greve disse que não deixaram de dar aulas por considerarem as atitudes do sindicato como políticas, não só pela clara oposição partidária dos seus dirigentes à atual administração, mas também pelas motivações políticas internas da entidade que teve toda sua diretoria eleita, “Eles (Sintep) sabiam que todas as reivindicações eram infundadas, tudo isso foi para autopromoção dos que querem um lugarzinho na direção da Subsede do Sintep”, disse uma professora do ensino básico.

As características realmente apontam para uma greve de caráter politiqueira e de interesse econômico, onde os cabeças do movimento são filiados a um único partido político, de oposição declarada a atual administração municipal, e que foram eleitos à diretoria da subsede dias após convocarem os professores para a greve. Além disso, dezenas de sindicalizações foram angariadas durante esse curto prazo, gerando grande receita financeira para a entidade.

TRANSPARÊNCIA - Segundo a secretária municipal de educação, Terezinha Aires, “desde o inicio a prefeitura fez questão de fornecer todos os documentos contábeis e financeiros da educação para demonstrar a transparência das informações, que deveriam chegar aos professores, quando nossa equipe técnica afirmava não haver viabilidade financeira para conceder aumento salarial, ao mesmo tempo em que demonstravam que o piso salarial nacional já estava sendo cumprido”, não havendo razão para a paralisação dos professores, concluiu a secretária.

GREVE ILEGAL – A indução do sindicato pela greve se mostrou latente quando até mesmo a Justiça de Mato Grosso foi desrespeitada. A decisão judicial favorável ao pedido de liminar feito pela Prefeitura Municipal, através de uma Ação Civil Pública, determinando o final da greve iniciada em oito de junho e o retorno imediato ao trabalho dos professores municipais nunca foi cumprida.

A juíza Cristiane Padim considerou que a paralisação dos professores municipais causaria danos irreparáveis aos alunos e à sociedade, além de não ter embasamento legal. A magistrada também determinou o pagamento de multa diária no valor de R$ 5 mil por desobediência ao retorno das aulas.

IRRESPONSABILIDADE - Os professores foram induzidos pela subsede do Sintep a cometer os atos ilegais, e não tendo negociado suas reivindicações sem a greve prorrogou uma atitude irresponsável prejudicando milhares de alunos e centenas de servidores municipais da educação.

O Sintep jamais poderia ter garantido aos professores que não haveria corte de ponto e demissões. Essas decisões administrativas são inevitáveis devido ao desrespeito do sindicato a uma determinação da justiça.

A administração cortou o ponto após a decisão da justiça e os professores só não foram substituídos porque retornaram às aulas. Todos terão que trabalhar durante as férias para repor as aulas perdidas pelos alunos.

Fica agora a contabilização dos prejuízos aos servidores da educação foram iludidos e que tiveram seus salários descontados, aos servidores que foram substituídos, aos alunos que ficaram sem aulas, aos pais que tiveram seu cotidiano alterado, a sociedade democrática que foi desrespeitada e agredida pelo não cumprimento de uma ordem da Justiça e a prefeitura que despendeu tempo e profissionais para esclarecer em todas as reuniões a mesma coisa.

Para a subsede do Sintep de Confresa fica o lucro pelo o aumento da receita com novos sindicalizados e a conquista particular de alguns que chegaram ao cargo pretendido dentro da diretoria da entidade.

 

Selzy Quinta

Nenhum comentário: