sábado, 8 de agosto de 2015

Assinado acordo para criação de Agência

Os governadores pactuaram a criação de uma Autarquia para potencializar o desenvolvimento regionalizado de seis Estados

Por MARCOS LEMOS

Os chefes de Estado também pretendem força política, votando em conjunto nas bancadas federais

Mais do que um simples Acordo de Cooperação assinado pelos governadores de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Rondônia e Tocantins, reunidos ontem em Cuiabá, o Fórum de Governadores Brasil Central pode se tornar, caso se viabilize como autarquia, numa instituição que pense o desenvolvimento regionalizado, atendendo as demandas de forma igualitária e mesclando ações em prol das menores unidades da federação. A autarquia se chamaria Agência Brasil Central.
A intenção dos chefes de Estado é ter também força política, votando em conjunto nas bancadas federais, seja na Câmara dos Deputados, onde reúnem 57 deputados - sendo 17 federais por Goiás e as demais bancadas com 8 representantes cada um, três senadores, o que totaliza 18. A ideia é manter a força do grupo, pois todos os Estados têm três senadores e 161 deputados estaduais, sendo 41 de Goiás e os demais Estados com 24 parlamentares, inclusive a Câmara Legislativa do Distrito Federal, onde são 24 deputados distritais, o mesmo que os 24 deputados estaduais das demais unidades da Região Brasil Central.
“Vamos planejar, pensar, executar e transformar em conjunto, para sermos ouvidos, pois nossos números são mais do que expressivos e atrativos para o Brasil. Muito ajudamos e pouco somos ajudados”, disse o governador e anfitrião, Pedro Taques (PDT), lembrando que a igualdade de representação só acontece no Senado, mas que bancadas como as do Nordeste dão demonstrações de unidade que resultam em vantagens para sua região em detrimento de outras, inclusive a do Brasil Central.
Concebido a partir do entendimento das áreas de planejamento de todos os Estados, a Agência Brasil Central que ainda vai ganhar forma jurídica e capacidade de atuação, quer lançar mão de toda possibilidade de ação, como PPP (Parcerias Público Privadas), para solução de diversos problemas, como a logística de transporte, a questão ambiental que vai exigir o ressarcimento financeiro pela preservação ambiental de grandes áreas.
“Aumentamos 9 vezes nosso Produto Interno Bruto (PIB) nos últimos anos com uma política de incentivos fiscais agressiva que permitiu um crescimento industrial. Por isso temos que usar este novo instrumentos concebido pelos Estados do Brasil Central para que os benefícios cheguem a todos os Estados por igual”, disse o governador Marconi Perillo (PSDB) que está no quarto mandato de governador de Goiás, o maior e mais consolidado Estado da Região Brasil Central.
Os governadores Reinaldo Azambuja (PSDB), de Mato Grosso do Sul; Confúcio Moura (PMDB) de Rondônia, Marcelo Miranda (PMDB) de Tocantins e Rodrigo Rollemberg do Distrito Federal, sinalizaram que uma agência nos moldes apresentados tem o condão de proporcionar políticas de desenvolvimento igualitárias para que não haja nichos de desenvolvimento em detrimento de outras áreas.
“Precisamos de um desenvolvimento regional, igualitário e principalmente que equilibre as diferenças gritantes que existem entre nós mesmos enquanto Estados e também em relação aos Estados das regiões Sul e Sudeste. Às vezes parece que vivemos em países distintos”, disse o tucano, Reinaldo Azambuja de Mato Grosso do Sul.

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