quarta-feira, 15 de junho de 2011

Prefeito cassado tentou "apagar" rastros de fraude no computador

Sandra Carvalho e Vanessa Lima
do blog da Sandra Carvalho

O prefeito de Alto Boa Vista,  Wanderley Perin (PR), revelou que  está tentando recuperar os contratos que foram deletados criminosamente dos computadores da Prefeitura. O ato sugere uma tentativa do ex-prefeito Aldecides Milhomem (PMDB), cassado pela Justiça Eleitoral, de apagar os rastros de eventuais fraudes e desvios ocorridos na administração e finanças da Prefeitura.

“Ainda está tudo complicado. Estamos trabalhando muito para recuperar os programas que foram deletados e tentar restaurar os contratos existentes para  fazer uma administração correta porque até o momento, segundo o que vem sendo investigando, a situação é muito grave com as fraudes que tiveram gestão passada”, relata.

O prefeito acredita que tudo seja devidamente esclarecido com a presença do Tribunal de Contas do Estado no município. “A população de Alto Boa Vista pode esperar o melhor e pode acreditar que nunca vai ter outra gestão melhor em tão pouco tempo porque já estamos quase no final do mandato. Vamos fazer tudo o que não foi feito nesses anos para trás”, diz entusiasmado.

Perin assumiu o cargo por decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE/MT), que enxergou abuso de poder econômico na eleição de 2008 por parte de Milhomem. Perin foi o segundo colocado.

A situação no município é critica. O prefeito - cuja posse teria sido anulada pelo atual presidente da Câmara Municipal e remarcada - disse que esperava encontrar  R$ 400 mil em dinheiro no cofre da Prefeitura. A verba seria utilizado para o pagamento do salário dos servidores do município, atrasado desde o último dia 5. “Averiguamos no sistema que no cofre teria de ter R$ 735,8 mil, mas na hora que abrimos, tivemos uma grande surpresa, quando encontramos somente R$ 13” - relatou.

Na avaliação do prefeito em exercício, Milhomen e sua equipe, já sabendo da provável perda de mandato, teriam efetuado alguns saques da conta da administração municipal e guardado no cofre. “Normalmente os pagamentos eram feitos em cheques, mas como já estavam prevendo a cassação do prefeito, foram feitos saques e guardados no cofre da prefeitura”, reiterou.

24 Horas News

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