quinta-feira, 16 de junho de 2011

Intervenção em VG está fora da agenda de Silval

O governador Silval Barbosa (PMDB) prefere não falar em intervenção política no município de Várzea Grande alegando que se trata de um “tema complexo”. Diante da recomendação do presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Valter Albano, para uma intervenção do governador na Cidade Industrial, Silval disse ontem que não quer falar sobre o assunto por enquanto.
Em reportagem divulgada ontem pelo Diário, Valter Albano afirmou que a situação administrativa de Várzea Grande exige uma intervenção política por parte do governador de Mato Grosso. A cidade passa por uma crise política a administrativa. O prefeito Murilo Domingos (PR) responde a pelo menos seis processos por improbidade administrativa. “Não quero falar do assunto porque é uma pauta complexa”, resumiu o governador.
Essa situação se reflete na cidade. A população mostra a insatisfação com os governantes. Em pesquisas, Murilo aparece com altos índices de rejeição. Há dois meses os vereadores afastaram o prefeito e vice, que conseguiram na justiça o direito de retornarem aos cargos. O motivo do afastamento alegado pelos parlamentares foram as irregularidade apontadas pelo TCE, que reprovou as contas da prefeitura referentes a 2009.
Além da reprovação, o TCE ainda determinou a devolução pelos gestores de R$ 3,5 milhões aos cofres públicos por “diversas despesas ilegítimas”.
Conforme o conselheiro, um dos maiores problemas constatados foi a não aplicação do recurso mínimo para a Educação, que são os 25% constitucionais.
O Tribunal já sugeriu medida de intervenção nos últimos anos em cidades como Juscimeira, Confresa, Barão de Melgaço e Alto Boa Vista. Porém, conforme história recente, os governados Estaduais não têm acatado as sugestões. Quando o TCE pede intervenção do Estado em municípios, os autos também são encaminhos para o Ministério Público Estadual (MPE), que pode formular uma ação civil pública contra os gestores. (ARF)

Diário de Cuiabá

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