Há quem diga que os pré-candidatos à Presidência José Serra e Dilma Rousseff são tão semelhantes que se confundem. Se há pontos de contato, as diferenças são profundas
SARAH MOHN
Quem ousa dizer que Dilma Rousseff (PT) é o José Serra (PSDB) de saias faz uso de uma das incoerências mais simplistas instauradas no imaginário popular nos últimos tempos. Assim como o ditado popular diz que o peixe morre pela boca — em alusão à mordida na isca presa ao anzol do pescador —, afirmar que os dois pré-candidatos à Presidência da República possuem o mesmo perfil chega a ser uma gafe, completamente sem fundamento. Afinal, os únicos pontos em comum entre a ministra da Casa Civil e o governador de São Paulo estão no diploma acadêmico — são economistas — e na personalidade forte — substancialmente tachados de antipáticos. Esses, no entanto, nem de longe são critérios para se assemelhar alguém.
Mesmo a personalidade parecida provoca controvérsias. São evidentes os traços de repugnância no trato com outras pessoas, mas daí a considerar cara fechada, mau-humor e grosseria como componentes de caráter é outra história. Dilma e Serra têm trajetórias de vida, e de escolhas, e visões de mundo que instalam entre os dois um muro de concreto infinito em largura, altura e comprimento. Desde sempre, a falta de carisma de cada um se enveredou por caminhos completamente distintos.
A começar pela vida acadêmica, Dilma iniciou Economia na UFMG, e Serra, Engenharia Civil na USP. Nenhum dos dois completou esses cursos. Abandonaram os estudos em prol da militância contra a ditadura militar. Todavia, Dilma optou pelas estratégias de luta armada e Serra aderiu a grupos que debatiam e defendiam a convocação de Assembleia Constituinte para reverter o quadro no País. Após o período de conflitos do qual participou ativamente, Dilma se mudou para o Rio Grande do Sul, onde teve que prestar novo vestibular para se graduar em Economia, então pela UFRS. Exilado, Serra fez mestrado na Escola de Pós-Graduação em Economia da Universidade do Chile (Escolatina) e, posteriormente, outro mestrado e doutorado em Ciência Econômicas na Universidade de Cornell, nos Estados Unidos.
Apesar de sempre envolvidos com política, Dilma nunca disputou uma eleição, ao contrário, ocupou cargos executivos após ser nomeada. Serra, desde que voltou do exílio, não abriu mão de disputas eleitorais. Foi deputado federal constituinte e deputado federal, senador, secretário de Planejamento de São Paulo, ministro de Planejamento e de Saúde, prefeito da capital paulista e, atualmente, é governador daquele Estado. Em 2002, disputou a Presidência da República.
Os dois são economistas, mas gestores díspares. Defendem a manutenção de Estado desenvolvimentista. No entanto, Dilma é declaradamente a favor de política estatizante — visão de Estado marcada pela Revolução de 1930 —, enquanto Serra é adepto de estratégias modernizantes que deem ao Estado presença limitada na Economia. Na área econômica, por exemplo, o governador de SP é crítico declarado da política de câmbio e de juros que se mantém no atual governo — já manifestava esse posicionamento contrário no governo de Fernando Henrique Cardoso. Já Dilma solidifica a política econômica do atual governo ao participar de sinalizações que promovem o atual presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, à postulação de vice na chapa petista.
Na avaliação do professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar-SP) Marco Antônio Villa — mestre em Sociologia e doutor em História Social pela USP —, Dilma e Serra não podem ser considerados “moeda de mesma face”. Além da trajetória de vida distinta, ele frisa que Serra possui visão de desafios econômicos e sociais mais inclinados à esquerda do que Dilma. Isso porque, explica, a concepção de Estado que Dilma tem é basicamente de Estado patrimonialista, “que incha a máquina e favorece interesses privados, em detrimento de interesses públicos”.
O professor pontua também o viés ideológico discrepante entre os dois. Segundo Villa, a política de alianças de Dilma “vai do Paulo Maluf ao Paulo Rainha”. “É um arco ideológico que vai da pior direita do Brasil até o MST”. Tudo leva a crer que o projeto apresentado por Dilma será o mesmo apresentado por Lula, que é o de uma política sem cara, sem sabor, parecida com comida de hospital, que se come por obrigação. Uma política sem coragem e ousadia.” Na opinião de Villa, as análises e pesquisas que se faz da história de vida dos dois reforça a disparidade de semelhanças entre eles.
Para avigorar a tese de que as visões econômicas são distintas, Villa acredita que, na campanha deste ano, Serra vai realçar que a política econômica atual é, em grande parte, continuidade da anterior. Porém, vai mostrar que, apesar de a continuidade ter sido necessário durante certo tempo, faltou ousadia do governo a partir de determinado momento, já que o Brasil cresceu apenas 3% ou 4% ao ano, enquanto a China crescia a 10%.
“Agora, Serra vai sinalizar isso com leveza, porque o que o atual governo deve espalhar terrorismo, dizendo que se a oposição vencer vai mexer nos juros e no câmbio e que isso pode abalar os fundamentos da economia brasileira. O mesmo terrorismo que foi feito em 2002, mas agora com sinal contrário”, prevê Villa.
Quanto aos perfis de administradores, o professor da UFSCar aponta que a oposição vai mostrar a diferença de gestão por meio de números e documentos que provem o fracasso do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Vão mostrar que até agora o PAC não mostrou resultados e que ninguém é capaz de falar que Dilma é uma administradora pública.” Para ele, o argumento tempo já estaria com a réplica garantida: “Oito anos é muito tempo. Juscelino Kubitschek construiu uma capital em cinco anos.”
Contrário
Na contramão da avaliação de Marco Antônio Villa, o cientista político da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Benedito Tadeu César avalia que os perfis de Dilma e Serra seriam muito parecidos: “Os dois são economistas, têm perfis técnicos e são políticos desde sempre. Tiveram militância política desde a juventude, Serra foi presidente da UNE e exilado e Dilma foi presa política. Em termos de certa inflexibilidade, os dois são famosos por serem de difícil trato. Possuem perfil desenvolvimentista”. Tadeu César lembra que, no governo FHC, Serra era tido dentro do PSDB como uma pessoa com visão destoante, “que compunha o time desenvolvimentista contra o time de perfil monetarista”.
O cientista da UFRGS avalia que, nesta eleição, os marqueteiros de Serra e Dilma terão que focar nas diferenças partidárias entre os dois candidatos. “Acho que a grande diferença entre um e outro seja o perfil partidário.” Para ele, os dois não podem ser considerados completamente semelhantes em razão das ideologias partidárias distintas de cada um. “Insisto que o partido faz diferença, mas em termos pessoais acho que os perfis dos dois não têm muita diferença. Mas não podemos pensar que o político é só aquilo que está à frente. Se não houver respaldo e alianças partidárias, não é preciso de partido então. A legenda faz diferença tanto para eleger quanto para governar.”
Como cientista político, ele diz que focaria a desvinculação de imagem no aspecto partidário e sugere que se questione, por exemplo, como a diferença de laços partidários pode interferir nas gestões de cada um. Ele exemplifica que Dilma pode focar sua campanha apresentando perfil voltado ao desenvolvimento da equidade social, enquanto Serra pode mostrar que reforma administrativa e modernização da máquina pública podem trazer ganhos maiores e incentivo para o Brasil. “Parece-me que a questão será de nuance, por isso a trajetória partidária pode ser a grande diferença. O que é novidade no Brasil.”
Da luta armada aos cargos públicosDivulgação
Pré-candidata do PT, a ministra Dilma Rousseff aderiu à luta armada no combate à ditadura, foi presa e torturada. Nunca disputou cargo eletivo
A formação vem de família de classe média alta. É filha do falecido advogado e empreendedor búlgaro, naturalizado brasileiro, Pedro Rousseff, que veio para o Brasil na década de 1930, época em que conheceu a mãe de Dilma Rousseff, a dona de casa Dilma Jane Silva. Dilma nasceu em 14 de dezembro de 1947, em Belo Horizonte (MG).
O viés socialista Dilma herdou do pai. Pedro Rousseff era filiado ao Partido Comunista da Bulgária. No Brasil, trabalhou em siderúrgica, construiu e vendeu imóveis. A família de Dilma sempre viveu com regalias: em casa espaçosa, administrada por empregados e com refeições servidas à francesa. Os três irmãos (Igor, Dilma e Zana Lúcia, morta em 1977) tiveram formação clássica, com aulas de piano e francês, e frenquentaram os clubes e as escolas mais tradicionais de BH. Pedro Roussef faleceu em 1962.
Em 1967, Dilma ingressou na Política Operária (Polop), organização fundada em 1961, espécie de ramificação do Partido Socialista Brasileiro. Na tentativa de implantar o socialismo no Brasil, os militantes se dividiram entre os que defendiam dois métodos o de luta pela convocação de assembleia constituinte e o em defesa da luta armada. Dilma ingressou no segundo grupo, que deu origem ao Comando de Libertação Nacional (Colina).
Em Minas Gerais, as ações do grupo eram focadas em assaltos a bancos e roubos de carros. Há relatos que apontam dois atentados a bomba, que não deixaram vítimas. Em meio às atividades do grupo, numa manhã de 1969, a casa onde estavam alguns integrantes do Colina, entre eles Dilma, foi invadida pela polícia. O grupo reagiu, utilizando metralhadora para matar dois policiais e ferir um terceiro. Perseguida, Dilma, com 21 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro.
No Rio, numa das reuniões que participava, Dilma conheceu o advogado gaúcho Carlos Franklin Paixão de Araújo. Casaram-se e viveram juntos por cerca de 30 anos. Araújo era chefe da dissidência do Partido Comunista Brasileiro. O grupo dele se fundiu ao Colina e à Vanguarda Popular Revolucionária, transformando-se na Vanguarda Armada Revolucionária Palmares.
Dentro do VAR Palmares, Dilma teria sido a organizadora, em 1969, no Rio, do roubo de um cofre pertencente ao ex-governador de São Paulo Ademar de Barros (considerado pela guerrilha como símbolo de corrupção), onde foram havia 2,5 milhões de dólares. A VAR-Palmares teria planejado, no mesmo ano, o sequestro de Delfim Netto, símbolo do milagre econômico do governo.
Dilma acabou sendo presa, em 1970, em São Paulo. Foi levada para a Operação Bandeirante (Oban), mesmo local onde cinco anos depois Vladimir Herzog seria assassinado. Dilma teria sido torturada por 22 dias com palmatória, socos, pau-de-arara e choques elétricos. Ficou presa até o final de 1972. Retornou a Minas e passou um período com sua família. Depois se mudou para Porto Alegre, onde morou na casa dos sogros até Carlos cumprir a pena.
Dilma iniciou a reconstrução de sua vida no Rio Grande do Sul. Como havia sido expulsa da Universidade Federal de Minas Gerais — punida por subversão —, onde cursava Economia, enfrentou novo vestibular e conseguiu se formar no mesmo curso pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Junto com Carlos Araújo, ajudou na fundação do Partido Democrático Trabalhista (PDT), de Leonel Brizola.
O primeiro cargo executivo de Dilma foi o comando da Secretaria da Fazenda de Porto Alegre (1986-1988), na gestão de Alceu Collares. Ela se desligou do cargo para se dedicar à campanha do marido, Carlos Araújo, à Prefeitura de Porto Alegre.
Em 1989, Dilma foi nomeada diretora-geral da Câmara Municipal de Porto Alegre, mas acabou sendo demitida pelo presidente da Casa, o então vereador Valdir Fraga. Em 1990, Alceu Collares foi eleito governador e indicou Dilma para a presidência da Fundação de Economia e Estatística (FEE). Permaneceu ali até fim de 1993, quando foi nomeada secretária de Energia, Minas e Comunicações.
Dilma ficou na secretaria até o final de 1994, quando seu relacionamento com Araújo chegou ao fim — eles se reconciliaram e viveram juntos até 2000. Com o fim do mandato de Collares, em 1995, Dilma se afastou dos cargos políticos e retornou à FEE.
Em 1998, o petista Olívio Dutra ganhou as eleições para o governo gaúcho, e Dilma retornou à Secretaria de Minas e Energia. Já nas eleições de 2000 para a Prefeitura de Porto Alegre, após desavenças entre PDT e PT, Dilma apoiou o petista Tarso Genro, que venceu o pedetista Alceu Collares. Com a vitória, Dilma se filiou ao PT.
Nova petista, Dilma se integrou à equipe que formulou o plano de governo na área energética para a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, em 2002. Com a vitória de Lula, foi indicada como titular do Ministério de Minas e Energia, onde permaneceu de 2003 a junho de 2005. Desde essa data, é ministra-chefe da Casa Civil.
A principal vitrine de Dilma é o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado em janeiro de 2007, do qual é considerada “mãe”. Desde abril daquele ano, ela começou a ser apontada como possível candidata à sucessão de Lula.
Em abril de 2009, a ministra iniciou tratamento contra um linfoma, descoberto na axila esquerda. Passou por sessões de quimio e radioterapia e em setembro do mesmo ano declarou à imprensa que estava curada.
Dilma tem uma única filha, Paula Rousseff Araújo, 33 anos, que está grávida de três meses. Dilma espera ser avó pela primeira vez nas vésperas das eleições.
Do exílio político às eleiçõesDivulgação
Pré-candidato tucano, José Serra foi presidente da UNE, fez dois mestrados e doutorado em Economia e sempre enfrentou eleições
Ao contrário de Dilma Rousseff, o pré-candidato à Presidência José Serra é de origem pobre. Filho único do imigrante italiano Francesco Serra (falecido em 1981) e da brasileira filha de imigrantes italianos Serafina Chirico Serra (falecida em 2007), Serra nasceu em São Paulo, no Bairro da Mooca, em 19 de março de 1942. Na infância, morou em casas com dois e três cômodos. O pai era semianalfabeto e vendia frutas no Mercado Municipal. Quando Serra cursava o que hoje corresponde ao Ensino Médio, a família se mudou para um apartamento alugado no Bairro do Ipiranga.
José Serra ingressou no curso de Engenharia Civil, em 1960, na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). Foi na universidade que aderiu ao movimento estudantil. Elegeu-se presidente da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP) e, em 1963, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), apoiado pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB). Na época, a UNE dava poder de voz a seus presidentes, que participavam diretamente da política nacional.
Com o golpe de 1964, Serra passou a fugir de militares brasileiros. Refugiou-se no Departamento de Correios e Telégrafos do Rio de Janeiro, na casa do deputado Tenório Cavalcanti e em casas de amigos. Chegou a se refugiar por três meses na embaixada da Bolívia. De lá, partiu para a França, onde permaneceu até 1965. Por causa do exílio, parou de cursar Engenharia. Em março de 1965, retornou clandestinamente ao Brasil e ficou escondido na casa da atriz Beatriz Segall.
Nessa época, numa das reuniões secretas de que participava, seu grupo foi preso e levado por policiais ao Departamento de ordem Política e Social (Dops). Passou a ser perseguido durante alguns meses, e resolveu sair novamente do Brasil. Radicou-se no Chile, onde participava de ações políticas para denunciar a repressão no Brasil. Ficou no Chile por oito anos, período em que se dedicou à carreira acadêmica, até 1973. Naquele país, chegou a trabalhar ao lado de Fernando Henrique Cardoso.
No Chile, conheceu e se casou com uma parente do presidente Salvador Allende, a psicóloga e bailarina Sylvia Mônica Allende Ledezma. Com ela teve dois filhos: Verônica, 1969, e Luciano, 1973. Fez mestrado na Escola de Pós-Graduação em Economia da Universidade do Chile (Escolatina), concluído em 1972. Chegou a prestar assessoria ao governo de Allende por alguns meses.
Em setembro de 1973, quando o general Augusto Pinochet decretou golpe no país, Serra foi preso no aeroporto ao tentar sair com a família. Foi levado ao Estádio Nacional, onde presos políticos foram torturados e mortos — o major que o libertou foi fuzilado. Serra refugiou-se na embaixada da Itália. Ali foi exilado político por oito meses. Partiu depois para os Estados Unidos, onde fez seu segundo mestrado e doutorado em Ciências Econômicas, na Universidade de Cornell, concluído em 1976.
Após 14 anos exilado, em 1977 Serra voltou ao Brasil — antes mesmo de publicada a lei de anistia de 1979. Tentou ocupar cadeira como deputado no MDB, mas teve a candidatura impugnada. Serra foi admitido como professor de Economia da Unicamp, onde permaneceu até 1983. Em 1982, trabalhando como pesquisador no Cebrap, coordenou a elaboração do programa de governo do candidato ao governo de São Paulo pelo PMDB, Franco Montoro. Eleito, em 1983, Montoro entregou a Serra a Secretaria de Planejamento.
Em dezembro de 1984, Serra deixou a secretaria para integrar o grupo de economistas que elaboraram o programa econômico de Tancredo Neves, candidato à Presidência da República. Com a morte de Tancredo, Serra retornou à secretaria em São Paulo. Afastou-se no início de 1986 para se candidatar a deputado federal, então pelo PMDB. Foi eleito. Nessa época, ajudou a fundar o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), em junho de 1988. Foi presidente da comissão executiva até 1991.
Foi reeleito deputado federal em 1990. Em 1991, foi convidado pelo presidente Fernando Collor a assumir o Ministério da Fazenda. Recusou e, em 1992, acabou votando a favor da abertura de processo de impeachment de Collor. Candidatou-se ao Senado em 1994 e foi eleito com 6,5 milhões de votos. Nessa época, o presidente eleito Fernando Henrique convidou Serra a assumir o Ministério do Planejamento. Ele aceitou. Em 1996, deixou a pasta e concorreu à Prefeitura de São Paulo, mas foi derrotado por Celso Pitta. Retornou ao Senado, onde ficou por dois anos. De 1998 a 2002, assumiu o Ministério da Saúde.
Em 2002, disputou a Presidência da República. Foi derrotado por Lula, mas obteve mais de 33 milhões de votos no segundo turno (38,73%) — Lula alcançou quase 53 milhões de votos (61,27%). Em 2003, assumiu a presidência nacional do PSDB. Em 2004, disputou a Prefeitura de São Paulo e foi eleito. Ficou no cargo até 31 de março de 2006, quando concorreu ao governo de São Paulo. Foi eleito no primeiro turno.
Já no primeiro trimestre de governo, José Serra recebeu 39% de aprovação dos paulistas pelo Instituto Datafolha. Em 2007, Serra foi o terceiro governador mais bem avaliado do Brasil, com nota média 6,5 — ficou atrás de Aécio Neves (Minas Gerais) e Cid Gomes (Ceará). Em maio de 2009, o governo José Serra foi recebeu aprovação de 56%, segundo pesquisa Datafolha, atingindo média nacional de 6,7.
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terça-feira, 16 de março de 2010
Serra e Dilma se parecem?
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