Vinícius Tavares
Deputados da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados reagiram com indignação à campanha intitulada "Exterminadores do Futuro" deflagrada nesta quarta-feira, em Brasília, pelo SOS Mata Atlântica. A campanha criou um site para o público escolher quem são os parlamentares que colaboram com a destruição da natuureza. A Ong é financiada pelo Bradesco e tem como principal parceira a Frente Parlamentar Ambientalista.
A campanha foi anunciada durante o café da manhã semanal promovido pela Frente Ambientalista, ao mesmo tempo em que acontecia a primeira sessão deliberativa da Comissão de Agricultura neste ano. A notícia da campanha chegou em poucos minutos e surtiu o efeito de uma bomba no ninho ruralista. Imediatamente surgiram manifestações de protesto.
Em seu primeiro dia como presidente da Comissão, o deputado Abelardo Lupion (DEM/PR), anunciou que levará os responsáveis pela campanha, como o presidente da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado Sarney Filho (PV/MA), para serem julgados na Comissão de Ética da Câmara dos Deputados. “Nós queremos respeito, sermos respeitados. Estamos defendendo um setor produtivo brasileiro. Não vamos ouvir calados essa ação”, defendeu Lupion.
O deputado Valdir Colatto (PMDB/SC), líder da Frente Parlamentar da Agropecuária, fez duras críiticas aos responsáveis pela campanha. "Essa Casa precisa ser respeitada. Nós jamais tratamos mal ou faltamos com respeito às outras frentes parlamentares desse Congresso. Agora fazem uma grande devassa na vida dos nossos parlamentares. Exterminador do futuro é quem não quer que se produza comida neste país”, protestou.
Colatto criticou a visão dos ambientalistas em relação à proteção do meio ambiente. “Temos que discutir também a questão do meio ambiente do automóvel, do lixão, das mortalidades dos peixes na Lagoa Rodrigo de Freitas. O que as Ong´s estão fazendo para isso? A floresta é uma parte do Meio Ambiente. É preciso discutir isso também no meio urbano”, acrescentou.
O confronto é mais um capítulo na disputa entre as bancadas ruralista e ambientalista em defesa de seus interesses no Congresso Nacional. As mudanças no Código Florestal, defendidas pelos ruralistas para garantir a produção de alimentos, tem sido alvo de críticas dos ambientalistas, que consideram as propostas inadequadas do ponto de vista ambiental.
5 comentários
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por Todo Duro, em 11/03/2010 às 12:01
meu caro Lucelio, com trogloditas não há consenso. e trogloditas de ambos os lados, viu?
por O ILUMINADOR, em 11/03/2010 às 11:38
O que os ruralistas não entendem ou esquecem é que este país, pelo menos em tese, democrático e todos podem e devem se associar para que suas idéias sejam ouvidas, da mesma forma que a classe produtora faz a muito tempo. A discussão acontece porque ninguem quer ceder, querem fazer impor suas opiniões, não importando quais os efeitos poderão advir daquele ato. Ou se preserva demais, ou se destrói sem medida, ambos os casos está errado, pois perservando fora do necessário o povo fica sem alimentação, mas, também, se for aberta sem o menor cuidado, e é o que tem acontecido, os alimentos produzidos não serão consumidos pois não existirá ninguem para fazê-lo, sem esquecer que a qualidade também será afetada. O que precisaria ser feito é que todos buscassem dados científicos confiáveis e fazer uma revisão do ordenamento jurídico pertinente, impondo a sua aplicação a todos, sejam ambientalistas ou "produtores". O que não pode continuar é esse discursos totalmente desencontrado com a prática que ambos os grupos estão promovendo, achando que a população continua sem informação nem cultura como acontecia no lamentável período da ditadura. Ah!!! Deve ser por causa da copa, pois naquele tempo seria o momento exato para lançar uma conversa fiada como essa. Vamos trabalhar e estudar para saber o que estamos fazendo e onde queremos chegar, pois o futuro não parace dos melhores se o papo furado, a corrupção, a impunidade, etc. continuar tomando conta. PRODUZIR SIM E SEMPRE, MAS COM RESPONSABILIDADE (REAL).
por Todo Duro, em 11/03/2010 às 11:33
Se tem algum rótulo que serve para o pessoal do agronegócio é de AGRONEGÓCIO INSUSTENTÁVEL, pois precisam de intervenção dos governo spara terem lucros e torcer para os concorrentes externos terem quebras de safras.
por EDER, em 11/03/2010 às 10:50
Ambientalistas demagogos, os únicos capazes de preservar são os agricultores, basta q eles recebam por isso. Ao invés de os ambientalistas ficarem gastando dinheiro pra se promo verem na midia, dão pro agricultores q eles produzem preservando. Pq os ambientalistas não vão cuidar do rio tiete q ta imundo, os das praias sujas q estão matando um monte de peixes. Se preocupam apenas com o aumento da produção, isso cheira algo de podre, estão atendendo a interesses economicos internacionais.
por Lucelio Costa, em 11/03/2010 às 09:49
É preciso racionalidade quando se trata de setores importantes para o futuro do país, está claro que os dois lados têm suas razões. O setor produtivo tem que avançar nas pesquisas do desenvolvimento sustentável, respeitando os limites da biodiversidade e garantir para as futuras gerações, meios de convivências pacíficas com o meio ambiente. Por outro lado, todos os ambientalistas e, neste parâmetro envolvem-se ruralistas e ambientalistas, pois está claro que as futuras gerações a todos pertencem reivindicar maior proteção da natureza. As radicalidades de ambos os lados, não levará a um consenso e quem sairá perdendo será sempre o “nosso” meio ambiente. Sabemos que o passivo ambiental até então deixado como um legados pelo avanço desenfreado das fronteiras agrícolas, têm sido o grande problema da devastação das florestas, sendo uma das questões principais do aquecimento global. Mas, é preciso plantar, o aumento das populações é um dos fatores primordiais para agricultura, mas do que nunca, a fome no mundo torna-se uma desgraça social que a ser combatida, sem plantio nada será possível. Restam-nos as buscas incessantes de novos paradigmas, novas pesquisas onde a conciliação do que se pode e precisa, e o que não se deve fazer, obtendo-se como resultado o equilíbrio sustentável.
Olhar Direto
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