terça-feira, 16 de março de 2010

PR expulsará inféis que apoiam Mendes; ex-coordenador de Maggi será o primeiro

 CLÁUDIO MORAES
O Partido da República não vai tolerar eventuais "casos de infidelidade política" na disputa deste ano. Os republicanos já decdiram que irão apoiar a pré-candidatura a reeleição do vice-governador Silval Barbosa (PMDB), que assume o palácio Paiaguás no próximo dia 31 de forma definitiva.

Todavia, as lideranças da legenda que buscarem outro rumo serão acionadas na Comissão de Ética do partido e, em seguida, expulsas. Os republicanos têm uma extensa relação com o empresário Mauro Mendes, que trocou o PR pelo PSB em setembro do ano passado, e lança nesta terça-feira candidatura ao Governo num grupo chamado de "alternativo".

O primeiro a ser acionado na Comissão de Ética do PR será o empresário Mauro Carvalho, um dos sócios da Lotufo Construtora e da Discol (Distribuidora Colorado de Bebidas Ltda). Mesmo filiado ao PR, Mauro Carvalho é um dos principais estimuladores do projeto eleitoral do presidente da Fiemt (Federação das Indústrias de Mato Grosso) ao palácio Paiaguás.

Fontes ligadas ao PR defendem a punição rápida de Mauro Carvalho para que não aconteça outros casos de traição política a Silval Barbosa e também ao governador Blairo Maggi (PR), que renuncia para ser candidato a senador. Numa reunião que aconteceu dias atrás no apartamento de Blairo Maggi, Mauro Carvalho participou do encontro ao lado de Mauro Mendes e também com Silval Barbosa.

Na campanha a reeleição de Blairo Maggi, em 2006, Mauro Carvalho atuou como um dos coordenadores financeiros. Amigo do presidente do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura), o empresário conseguiu através da Lotufo vencer importantes licitações para construções de obras no Governo do Estado.

Por exemplo, a Lotufo construiu em Cuiabá o ginásio Aecim Tocantis, orçado em R$ 25 milhões, e em Várzea Grande o colégio Jayme Veríssimo de Campos, orçado em R$ 3 milhões. A Lotufo, num consórcio formado com outras empresas, tentou vencer a licitação para a construção do novo Verdão, mas foi derrotada na proposta de preços pelo consórcio Santa Bárbara-Mendes Júnior.

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