CLÁUDIO MORAES
O empresário Mauro Mendes (PSDB) confirmou na manhã de hoje que será candidato ao Governo de Mato Grosso neste ano. Ele disputará o comando do palácio Paiaguás inicialmente por uma coalizão do PPS, PSB, PDT e PPS e outras legendas "nanicas" denonimanado de Movimento Mato Grosso Muito Mais.
"Aceito ser candidato a governador porque confio nos partidos e aqueles que me apoiam", disse, numa clara demonstração que ainda teme perder aliados até as convenções em junho diante das composições em nível nacional. Legendas, como PPS, PDT e PV podem seguir outros caminhos diante das composições nacionais.
Apesar da possibilidade de ficar isolado, Mauro Mendes garante que não recuará da postulação política. Segundo ele, a decisão foi muito bem amadurecida e construída.
Durante o ato político realizado no plenarinho da Assembleia legislativa, em Cuiabá, que reuniu cerca de 300 pessoas, Mauro Mendes evitou criticar adversários políticos bem como pontuar gestões de ex-governadores. Ele deve enfrentar na disputa pelo palácio paiaguás o prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), e o vice-governador Silval Barbosa (PMDB).
Para ele, seria antiético criticar neste momento os eventuais adversários. "Não quero falar nada agora. Só não serei candidato se Deus não quiser e meu partido também", garantiu.
Além do grupo MT Muito Mais, Mauro Mendes disse que pretende conversar com outras legendas. Ele disse que o candidato a vice-governador na chapa será um indicado por partidos aliados, mas a discussão será feita mais a frente.
Maggi e meio
Amigo particular do governador Blairo Maggi (PR), o presidente da Fiemt (Federação das Indústrias de Mato Grosso) agradeceu o apoio que teve do grupo da "Turma da Botina" quando disputou a prefeitura de Cuiabá, em 2008, e conseguiu chegar ao segundo turno. "O governador é uma inspiração para qualquer cidadão e não só apenas para mim. Reconheço o papel do PR em minha trajetória política que está começando", comentou.
Demonstrando que acredita que haverão dois turnos, Mauro Mendes evitou criticar as gestões do PSDB e PR. "Todos governadores que passaram pelo Estado tiveram a sua parcela de constribuição assim como todo cidadão. Precisamos compreender o passado para traçarmos política para o futuro", frisou, ao considerar-se um "candidato do meio".
De forma discreta, o empresário reconheceu os problemas do Estado principalmente nos setores de infraestrutura, saúde, social e segurança pública. "Temos que ter um governo que se preocupe com a gente", frisou.
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