Por: João Neder
A liberdade é um estado de posse de todas as faculdades essenciais para que o indivíduo tenha o domínio de suas ações, reações e a capacidade de dimensionar o alcance de seus atos na acústica das relações da vida em sociedade.
Costuma-se atrelar a liberdade de expressão com o direito de crítica, associação que não se justifica perante a ética e o limite que o respeito pelo direito do alvo da crítica, porque é contrária à liberdade de expressão a crítica que é ofensiva à imagem e conceito social da pessoa atingida pelas impropriedades expostas em nome de um valor maior – a liberdade, que não deve ser confundida com irreverência que objetiva vantagens subalternas, a custa da honra alheia.
Há casos históricos em que a crítica é o preço que a inveja cobra contra o merecimento, com objetivo de diminuir o bom conceito de alguém.
Embora não queira, jamais, ser censor da opinião alheia, parece-me um abuso inaceitável críticas formuladas por indivíduos que nunca fizeram nada pelo bem da coletividade, seja na política, seja no exercício de função pública, seja catando o lixo para não entupir os esgotos, que tudo fazem para emergir do anonimato em busca do retrato no jornal encimando a verborragia que escolheu como caminho para figurar entre os que honestamente opinam com decência e expressam contribuição valiosa para o aprimoramento dos valores sociais, econômicos e políticos, contribuindo para a elevação do índice educacional, o realce do civismo e prezando o respeito à dignidade alheia, numa só palavra.
A liberdade de expressão é como o cristal mais puro e transparente, razão pela qual não pode deixar-se macular pela peçonha de ódio, da mentira que visa alcançar resultados criminosos em proveito próprio, da calúnia, da difamação e da injúria, para satisfazer rancores e recalques, até de gerações passadas...
Quando alguém escreve, em nome da liberdade de expressão, matéria distorcendo os fatos verdadeiros, está fazendo apologia à falta de caráter e revelando-se indigno da liberdade que custou sangue, vidas e as liberdades de gerações.
João Neder é jornalista, advogado criminalista e promotor de Justiça aposentado
DM
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