O empresário do ramo de hortifrutigranjeiros, Júlio Uemura, será interrogado na próxima sexta-feira (14) pelo juiz José Arimatéia Neves, da 15ª Vara Criminal. Uemura é acusado de liderar uma organização criminosa que aplicava golpes financeiros em Mato Grosso.
Ele foi denunciado pelos crimes de estelionato, formação de quadrilha, corrupção, extorsão, falsificação de documentos, ameaças, crimes contra economia popular, corrupção passiva e corrupção ativa.
Na audiência marcada para 8h30, também serão ouvidos o ex-deputado estadual Walter Rabello (acusado de tráfico de influência), Gisselma Uemura (filha de Uemura), Mário Márcio Uemura Meira (sobrinho), Valdomiro Silva, Francisco Dias Lourenço, Onésimo Campos e José Ferreira dos Santos.
A organização foi desarticulada em fevereiro deste ano ,com a deflagração da Operação Gafanhoto, realizada pelo Grupo de Atuação Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual.
Na época, Uemura teve sua prisão preventiva decretada, mas, por decisão do desembargador José Luiz de Carvalho, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, teve a pena relaxada no dia 10 de abril.
Nessa data, ele passou a cumprir prisão domiciliar. No entanto, no dia 13 de abril, o TJ revogou a prisão domiciliar e o empresário voltou para Polinter. No dia 30, após conseguir outra liminar junto ao Supremo Tribunal de Justiça, Uemura retornou para casa. Logo depois, o juiz José Arimatéia revogou sua prisão.
No início deste mês, Arimatéia negou o pedido do Gaeco, que solicitava nova prisão de Uemura e de seu "braço direito" René dos Santos Oliveira. A solicitação argumentava que, em liberdade, os réus encontrariam os mesmos estímulos para continuarem a enganar outras vítimas, em afronta à Segurança e a Ordem Pública.
"Deixar o poderoso chefão (Júlio Uemura) solto e o braço direito da organização criminosa (René Santos Oliveira) em liberdade é atentar contra a própria Justiça", disse um dos promotores, na ação.
Oitivas
No mês de junho, Arimatéia ouviu 16 dos 29 denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE) como integrantes da Organização Uemura, uma vez que 13 solicitaram adiamento das audiências.
O promotor do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Sérgio Silva da Costa, afirmou que as versões dos depoentes comprovam as denúncias contra a quadrilha supostamente liderada pelo empresário do ramo de hortifrutigranjeiros.
Fonte: Midianews/ ANoticiaMT
ANTONIELLE COSTA-DA REDAÇÃO
Selzy Quinta
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