A categoria alega que a prefeitura não teria cumprido acordos assinados nas paralisações anteriores
Prefeita Lucimar Campos (DEM) é acusada pelo Sintep-VG de receber salário de marajá, estimado em 38 mil ao mês. O mesmo sindicato dos professores assegura que um técnico de suporte da educação municipal ganha magros 807 reais
Informativo distribuído pelo Sintep mostra a disparidade entre os salários pagos a prefeita, secretários municipais e vereadores comparados a professores e técnicos da educação pública
Foto de Redes Sociais
Em greve geral desde o último dia três de agosto, os profissionais da educação de Várzea Grande, através de mobilização encabeçada pela sub-sede do Sintep, decidiram aumentar as críticas a atual gestão municipal. O sindicato da categoria denunciou o alto salário recebido pela prefeita Lucimar Campos (DEM). De acordo com informativo distribuído na cidade, assinado pelo Sintep-VG, a titular do paço Couto Magalhães recebe atualmente R$ 38 mil mensais, enquanto um professor de nível médio, em início de carreira, ganha exatos R$ 1.054,60.
“Ao mesmo tempo em que os políticos enriquecem, os educadores empobrecem. Estamos cansados de promessas e acordos não cumpridos. Isso se arrasta há anos aqui no município”, protestou o presidente do Sintep-VG, Gilmar Soares. O sindicalista também ressaltou a forte adesão ao movimento grevista. “Estamos mobilizados e dentro dos nossos direitos assegurados na Constituição Federal. Conclamo os trabalhadores para esta luta justa e democrática”, justificou Soares.
No mesmo material impresso entregue nas praças públicas, comércio e terminal de ônibos André Maggi, os manifestantes condenam o achatamento salarial praticado pela prefeitura. O exemplo recaí sobre os técnicos de suporte da secretaria de educação de Várzea Grande. Com jornada de trabalho de 30 horas semanais, os profissionais desta área recebem R$ 807,49 ao mês. Porém, em alguns casos, aplicados os descontos patronais, o provento fica abaixo do valor citado.
Entenda
Alunos da rede municipal de ensino de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, estão sem aula desde a úlitma segunda-feira (3). Professores e servidores da área de Educação deflagravam greve e o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Várzea Grande (Sintep-VG) estima que a paralisação tenha afetado 23,6 mil crianças e adolescentes na cidade.
A categoria alega que a prefeitura não teria cumprido acordos assinados nas paralisações anteriores. Um deles é a atualização do piso salarial de carreira em 13,66% para todos os educadores e, também, para os que ocupam cargos técnicos na rede educacional.
Reivindicam ainda reestruturação de carreira, pagamento das diferenças salariais dos anos anteriores, calendário de férias e licença prêmio. “Vamos seguir com a greve até que as nossas reivindicações sejam atendidas pela administração municipal. O reajuste salarial já havia sido proposto antes, mas a nova gestão não cumpriu”, declarou o presidente do Sintep-VG, Gilmar Soares.
A Secretaria Municipal de Educação informou que mantém o diálogo aberto com os profissionais e que já apresentou duas propostas, que foram rejeitadas pela categoria. Segundo a pasta, uma das propostas consiste na implantação do reajuste de 13,66%, em duas parcelas, sendo na folha de pagamento dos meses de agosto e setembro. Nesse caso, o reajuste se daria apenas para os professores. A outra seria parcela única de 8,5%, para todos os profissionais da Educação, na folha de pagamento do mês de agosto.
“Nós queremos o reajuste de 13,66% para todos os profissionais da área e vamos reivindicar isso”, pontuou o sindicalista. A secretaria informou ainda que aguarda ser notificada pelo Sintep de que a proposta apresentada foi recusada pelos grevistas. Na manhã desta segunda, os servidores realizaram um protesto em frente à Prefeitura de Várzea Grande. Com faixas e cartazes, os educadores cobraram o reajuste do Executivo municipal.
Atualmente o piso salarial de um professor de Várzea Grande é de R$ 1.055,00. Com o reajuste de 13,66%, o valor ficará equiparado ao do piso nacional que é de R$ 1.198,00. Já os outros profissionais da área recebem R$ 954,00.
Segundo o Sintep, a rede municipal tem 23.619 alunos, 3.500 profissionais da Educação entre servidores e professores, divididos em 84 escolas e Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI). O número de adesão de grevistas ainda não foi oficializado pelo sindicato e deverá ser divulgado.
Por: DA EDITORIA-Foto de ODOC
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