segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Advogado de Arcanjo quebra silêncio e revela estratégia de defesa

Dez anos após a operação “Arca de Noé”, o advogado de João Arcanjo Ribeiro, Zaid Arbid, revela a estratégia usada pela defesa desde o início, que consistia basicamente em esperar 6 anos da extradição, fala sobre a doença do “Comendador”, do seu segundo “casamento” após ser preso e, ainda, faz uma revelação surpreendente, a que Arcanjo ficou em Cuiabá após ter a prisão decretada.

Em 1h15 de entrevista, Arbid, que sempre foi um advogado reservado, de poucas palavras, revolveu falar. O encontro da reportagem com o defensor do acusado de chefiar o crime organizado em Mato Grosso aconteceu no escritório dele. E o motivo de falar, após tantos anos, já que assumiu a defesa do “Comendador” em 2005, é que a estratégia para tirar o réu da prisão não pode ser mais atrapalhada, na visão dele.

Estratégia - O advogado conta que no pedido de extradição do réu do Uruguai (onde foi preso em abril de 2003) para o Brasil, só constavam 4 crimes: lavagem de dinheiro, porte ilegal de arma, sonegação fiscal e a execução do empresário Rivelino Brunini. O pedido da Justiça brasileira foi negado pela Corte Uruguaia pelos 2 primeiros crimes e deferido pelos 2 últimos.

As negativas são porque lavagem de dinheiro não é crime no país vizinho e pelo porte ilegal Arcanjo tinha sido condenado à revelia. Mesmo diante desta decisão, a pena por lavagem de dinheiro foi mantida, mas reduzida de 37 anos para 11 anos e 2 meses após inúmeros recursos. Adefesa ainda tenta anulá-la totalmente, uma vez que esta condição foi colocada para a extradição. Por sonegação ele tem mais uma condenação de 5 anos. 

Fonte: GD / Foto Chico Ferreira

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