quinta-feira, 3 de maio de 2012

Prefeito de Nova Cannã foi morto por comprar casa de assaltante de banco em leilão

William Arruda
Da Redação

Acusado de assassinar com sete tiros o prefeito de Nova Canaã do Norte, Antônio Luiz Cesar de Castro, o empresário Wanderlei Teixeira de Almeida confirmou na manhã de hoje que o crime tem ligações com o assalto ao Banco Central de Fortaleza, que aconteceu em 2005. O assassino foi preso na cidade de Diadema, em São Paulo, e foi recambiado na manhã de hoje para Cuiabá.

Apesar de ainda não ter prestado depoimento de forma oficial, o empresário contou ao delegado responsável pelas investigações, Rogério Malacarne, de que "Luizão" o provocou ao comprar num leilão uma casa de sua propriedade. O imóvel, de acordo com o empresário que tinha um posto de gasolina na cidade, foi adquirido com o dinheiro do assalto ao Banco Central de Fortaleza.

O empresário é irmão de Edinho, um dos assaltantes do banco que antes de ser preso repassou o dinheiro para a compra do imóvel. Todavia, a Justiça acabou confiscando a mansão que foi a leilão e comprada pelo prefeito.

Investigação

Conforme um dos delegados encarregados do inquérito que apura o homicídio, Rogério Malacarne da Costa, todos os indícios, até então, apontam que os tiros que atingiram o prefeito partiram de arma manuseada por Wanderlei. "O primeiro motivo seria por ele ter tido algumas rusgas com o prefeito, segundo por ele estar minutos antes na cena do crime”, argumentou o delegado.

As investigações feitas pela PJC tiveram início a partir do dia do crime, ocorrido em 05 de agosto de 2011. Segundo o delegado Rogério, após a realização de algumas oitivas, de ouvir relatos de testemunhas e da realização de levantamentos de dados, a PJC conseguiu identificar os dois suspeitos de envolvimento no homicídio.

O primeiro a ser detido foi Vanildo dos Santos, de 37 anos. Ele foi preso na última segunda-feira (01.05), ainda em Nova Canaã do Norte. Ele é suspeito de dar apoio a Wanderlei no momento da fuga.

As investigações apontaram que Wandelei estaria na casa de um parente em Diadema, interior do Estado de São Paulo. “Confirmadas as informações, conseguimos autorização da juíza para seguir até São Paulo e efetivar a prisão dele”, explicou o Rogério.

Apontado como autor dos disparos do assassinato do prefeito "Luizão", Wanderlei foi preso por volta das 14 horas da mesma segunda-feira (01.05), na casa de um parente, no bairro Jardim Eldorado, periferia da cidade de Diadema (SP).

A prisão temporária de Wanderlei e de Vanildo foram decretadas pela juíza Ana Paula Gomes de Freitas, da Vara Única da Comarca de Nova Canaã do Norte. Segundo o delegado, a PJC pretende concluir o inquérito em no máximo 30 dias.

“Queremos cumprir esse prazo para aproveitar a prisão temporária deles (Wanderlei). Caso contrário, temos amparo legal para pedir a prorrogação desse período por mais 30 dias ou pedir a prisão preventiva de ambos”, argumentou.

PRISÃO

Policiais civis conduziram Wanderlei preso, de São Paulo até Cuiabá, na manhã desta quinta-feira (03.05). Ele veio algemado, em voo comercial, que chegou ao Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, por volta das 10h30.

O CRIME

De acordo com as investigações, dois homens chegaram em um Gol branco ao clube, onde o prefeito estava. Um deles, encapuzado, entrou e foi até o prefeito. Ele teria se certificado que a vítima era realmente seu alvo, perguntando se era o “Luizão". Após ter confirmado, efetuou os disparos com uma pistola 380. Os tiros foram disparados a curta distância, cerca de um metro, e atingiram na região do tórax e nas costas do prefeito. No local foram coletados projeteis de calibre 380. O suspeito deixou o clube a pé.

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