Julia Munhoz
Em uma análise sobre o atual processo eleitoral o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), desembargador Rui Ramos, explica que “não é porque o candidato está deferido que o TRE diz para votar nele”. O magistrado ressalta ainda que o poder soberano está, na verdade, nas mãos dos eleitores e que a Justiça Eleitoral é responsável apenas pela aplicação da legislação e organização de todo o processo eleitoral.
Diante da afirmação de que o poder de escolha está nas mãos da população, Rui Ramos faz um alerta quanto à venda de votos e explica que o eleitor precisa ter um sentido ético na hora de votar. “O eleitor precisa entender que o mundo é ação e reação e que por isso não deve vender o voto por um pacote de remédios ou alguns trocados”.
O desembargador argumenta que muitas vezes as pessoas cobram um julgamento mais severo por parte do TRE e esquecem que a Justiça Eleitoral é apenas cumpridora da lei e quem elege ou não os governantes é a própria população. “O TRE e o TSE não são responsáveis pelo processo mental de valorização do candidato”.
Como um dos trabalhos de conscientização da população o TRE realiza na segunda-feira, 23 de agosto, às 14 horas, o primeiro fórum eleitoral voltado à qualidade do voto nas eleições gerais de outubro. O Fórum contará com a participação especial do magistrado Márlon Jacinto Reios, que trabalhou na elaboração da lei da ficha limpa. O juiz ministrará uma palestra sobre o tema.
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