terça-feira, 24 de agosto de 2010

em algum lugar

 

Distante de tudo, em algum lugar

Escondida, silente, no firmamento

Há uma estrela, sozinha, a brilhar

Esperando do poeta seu julgamento

Musa a eleja e haverá de encontrar

A quem busca para o seu lenimento

Saberá então que estará diante dela

Ainda que em terra, a reconhecerá

Na pessoa de mulher, a mais bela

Sua busca dessa vez terminará

Dirá então a si mesmo, é Ela !

Emocionado então, a amará

 

Entenderá de imediato, como um chamamento

Esse chamado de sua querida Musa, atenderá

Esperado haverá, por tempos, até o momento

Em que pensando consigo,  logo a descobrirá

Então, assim poeta e musa receberão acalento

Encontro de almas gêmeas, muito amor fluirá  !

Como poderá titubear o poeta se da amada está bem diante ?

Ao ouvir da sua "metade", deliciosas frases repletas de carinho

Ainda que deva transformar cada estrela em puríssimo diamante

O fará para que com ela se una e assim possa construir seu ninho

E para firmar no tempo a história que vive, por ser um poeta errante

 

Deixará para sempre gravada ...  grafada no mais nobre pergaminho

Mas para completar de uma só vez a sua felicidade

Aquele poeta descobre que poetisa é sua musa amada

Quando lhe compõe um belo poema com toda humildade

Mostra-lhe aquela estrela ...  Que é Ela em forma de fada

Versando-lhe suaves rimas ...  e com toda sua amabilidade

Diz-lhe: Poeta, podes considerar nossa história terminada.


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