Ivan Pereira - de Juina
Cerca de 140 índios da etnia Ena-Wene-Nawe se reuniram na Funai de Juína para pressionar os presidentes da Funai, Funasa e Instituto Chico Mendes o ICMBIO, de Brasília. Eles fizeram suas reivindicações e ameaçavam bloquear a MT-170, rodovia principal que liga a região Noroeste a capital do estado. Entre as cobranças à Funai e o Instituto, estão o pedido de abertura de uma estrada que passaria pelo instituto Chico Mendes, já que hoje o único meio de transporte é feito pelos rios, cobram ainda estudo complementar de impactos ambientais das PCHs no Rio Juruena e assinatura do repasse do ICMS ecológico da prefeitura para a Funai.
"A Prefeitura já encaminhou o projeto, mas a Funai foi um pouco morosa e agora não dá mais tempo com o fim do ano de fazer os estudos”, explicou Antonio Carlos de Aquino, Chefe da Funai-Juína.
Para a Funasa, os indígenas cobram mais atenção já que o transporte feito por barcos demora mais de 11 horas, com isso coloca em risco o atendimento de saúde a etnia. “Por causa dessa demora já tivemos casos fatais”, acrescentou Aquino.
Um dos lideres da etnia Ena-Wene-Nawe, explicou que a rodovia seria fechada ontem, mas preferiu aguardar resposta de Brasília. “Vamos esperar até fevereiro, mas se não nos atender, vamos fechar a ponte”, afirmou Daliyamace Ena-Wene-Nawe.
Recentemente foi criada a organização dos povos indígenas do noroeste, Jair Rikibaktsa foi eleito por 11 etnias como o presidente da entidade. Ele também intermediou as discussões. “Vamos dar um voto de confiança para a Funai, mas se não cumprir até a data marcada, nós também vamos apoiar o movimento”, enfatizou.
Com os dias contados, os índios aguardam agora por providencias imediatas, sob risco de repetir a ação de pelo menos 9 etnias no ano passado, que fechou a rodovia deixando mais de 6 cidade isoladas do estado. Na época eles faziam pelo menos 10 reivindicações, muitas delas não foram atendidas até hoje.
24 Horas News
Selzy Quinta
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