Autor: José Arimatéia
O posicionamento do senador Jaime Campos – DEM, sobre a disputa para o governo do estado em 2010, faz cair mascaras, aflora traições, cria constrangimentos, decepções, frustrações e desilusões, na chamada “base aliada” que dá sustentação ao governo da “turma da botina”.
O governador, seguindo o mesmo caminho adotado por Lula, transforma Silval Barbosa na sua Dilma Rousseff. Ignorando outras lideranças, responsáveis pela sua eleição e pela governabilidade em dois mandatos, discursa em eventos e entrevistas, que seu vice-governador é o melhor, o mais competente e o mais fiel dos companheiros para substituí-lo no governo.
Assim agindo, desencoraja aliados como Jaime Campos e José Riva, ambos com maior potência eleitoral do que Silval, a buscarem consolidar uma candidatura viável junto aos partidos de sustentação do governo.
Jaime Campos entende ser esta ação uma traição. Afirmando ainda que também o Silval será traído. A “turma da botina” estaria passando “melado na boca” dos trouxas.
Dentro da mesma linha de pensamento. José Riva entende que já queimaram o Pagot e agora estão “fritando” o representante do PMDB.
Carlos Bezerra, político matreiro, raposa velha e com tino de cacique, para tentar salvar o Silval, declara que o mesmo não depende do governador Blairo Maggi para ser candidato. Afirma o dirigente do partido: “ele é candidato do PMDB”.
O troco do Jaime foi rápido e estratégico. Ao licenciar por 121 dias da função de senador, colocou o Pagot na parede. Ou deixa o DNIT e assume o Senado ou perde o título de 1º Suplente. Abacaxi para o PR dos “botinudos” descascar.
A escaramuça montada por Jaime Campos e a direção do DEM, pegou a cúpula do PR, não só de Mato Grosso, mas, também a nacional, de calças curtas. Falam em pedir conselhos ao presidente Lula e Dilma Roussef, “especialistas” em escaramuças, para acharem o melhor caminho a ser seguido.
O presidente estadual do PR, deputado Wellington Fagundes, diz que o Jaime traiu a base aliada. Veterano de campanhas políticas e de mandatos eletivos, o deputado Fagundes deveria saber que a disputa pelo Poder é uma “guerra”. E “guerra é guerra”. Você atira e atinge o alvo, outras vezes você é alvejado.
Parece que o “míssel” disparado pelo Jaime atingiu a principal trincheira do PR e o seu comandante. O DNIT e o Pagot.
Isso é apenas o começo da reação que vem por aí. Lideranças como Jaime Campos, José Riva, Wilson Santos, Carlos Bezerra, com certeza não vão deixar a “corda frouxa” para os detentores atuais do Poder em Mato Grosso.
A briga vai ser acirrada. Quem viver verá.3 comentários
Exibindo de 1 à 3
por Amigo do Povo, em 04/09/2009 às 12:44
Nãoooooooo. Jaime no Governo de novo, não. Deixa-o no Senado mesmo, senão o funcionalismo tá morto! Qual funiconário estadual à sua época não se lembra da "pontualidade" do pagamento? De novo não. O Riva, esse deve ficar como deputado mesmo.
por luis, em 04/09/2009 às 09:50
O artigo é muito " isento" e nada tendencioso, quando é uma atitude a turma da botina é artimanha ou traição, quando é Jaime Campos é estratégia, é valido pois é guerra, é assim que chegamos ao fundo do poço tanto pela atitude dos politicos como pelos "articulistas" de aluguel que ecrevem com o objetivo de influenciar os incautos que não percebem a serviço de quem o sujeito esta.
por Amigos dos Barragarsensses, em 04/09/2009 às 08:16
Concordo plenamente com a matéria e estou de acordo tbem ..... E tem mais , Quem Welington Fagundes para falar em traição, o maior traira de todos . Nós sabemos dep da sua atuação em brasilia. Pra quem nao sabe o nobre Dep é conhecido aqui no vale do araguaia de dep 20%. ou seja vive de lobe cobrando porcentagem dos prefeitos a quem ele leva recurso. Que ver se vcs do site teram coragen de colocar isso ai.
Selzy Quinta
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