Cícero Henrique
Uma detalhada pesquisa foi encomendada pelos tucanos para destrinchar o que pensa atualmente o eleitor de Mato Grosso. O levantamento tem inúmeros cenários para a disputa eleitoral de 2010, com primeiro e segundo turnos, avaliação de área por área do governo e seus problemas. Tudo para oferecer ao prefeito Wilson Santos o verdadeiro desenho eleitoral do momento e o que será preciso fazer para assegurar a vitória na próxima eleição.
O primeiro diagnóstico não foi muito promissor: uma vitória igual a de 2006 está descartada, já que o segundo turno será praticamente inevitável se as atuais candidaturas colocadas no mercado sejam mantidas. A leitura dos tucanos é simples. O PSDB tem uma base mínima de 20% de votos consolidados, aqueles eleitores que votam no partido, independentemente de quem sejam os candidatos.
Diante disso, considerando-se votos nulos e as pequenas fatias de outros candidatos, restam a Wilson não mais que 40% a 45% dos votos da cidade. Ou seja, ainda que termine à frente dos demais concorrentes, dificilmente o prefeito conseguirá repetir façanha de 2006, quando venceu a disputa já no segundo turno para prefeitura da capital. E aí começam os problemas. Principalmente se a aliança PT-PMDB for firmada nacionalmente.
Se acaso o segundo turno for com o vice-governador, Wilson terá de disputar com ele o apoio (e o voto) não apenas dos petistas, mas também de possíveis aliados. Os tucanos apostam, inclusive, na tradicional rixa entre azuis e vermelhos para conquistar o voto peemedebista num segundo turno.
Qualquer que seja o cenário, porém, a situação é bem menos animadora do que poderia ser, considerando que a aprovação da gestão republicana tem hoje entre a população.
Selzy Quinta
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