A delegada Ana Cristina Feldner, do Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc) do Verdão, indeferiu pedido de apreensão e realização de perícia na viatura da Polícia Militar, usada para transportar Reginaldo Donnan dos Santos Queiroz, 31, morto por após ser espancado por seguranças do Goiabeira Shopping, no dia 29 de agosto. Reginaldo Donnan dos Santos Queiroz morreu no dia 1ª de setembro, de traumatismo craniano, provocado pelas agressões.
O pedido foi formulado pelo advogado do segurança Jefferson Medeiros com argumento de sanar dúvidas de um possível incidente ocorrido no interior do veículo durante o trajeto do Shopping até o Cisc Planalto e depois até o Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá. Na petição o advogado alega que a vítima foi entregue “em perfeitas condições a Polícia Militar”.
Em seu despacho, Ana Cristina explica que a morte do vendedor se deu por um traumatismo craniano causado por um instrumento contundente que teria levado a uma hemorragia e conseqüente óbito. “Sabe-se que a perícia não tem como precisar qual seria o instrumento específico e conforme depoimento do médico legista uma parede, um chute, uma barra de mármore e outros são todos instrumentos contundentes”, diz trecho do documento.
Para a delegada, caso realizada perícia na viatura, pode-se encontrar vestígios de sangue. No entanto, isso em nada mudaria a situação fática, “vez que já está comprovado que a vítima saiu da sala dos seguranças ensangüentada, havendo, inclusive, sangue no container utilizado para transportá-lo”.
Quanto a situação hipotética e abstrata de referir-se a uma parte da viatura como instrumento contundente também por certo sabe-se que o resultado será confirmado, tal como já afirmado pelo perito legista, inclusive que um degrau de escada também pode ser. Ela salienta que o fato deve ser analisado num conjunto de provas. “Caso não bastasse os depoimentos já colhidos que apontam que ocorreu agressão na sala dos seguranças, as imagens são claras ao demonstrarem que Reginaldo saiu praticamente desacordado da sala dos seguranças no container”, pontua.
Junto a todas as provas testemunhais e documentais tem o depoimento do médico legista que realizou a necropsia da vítima e afirma ser impossível que a fratura ocorresse dentro da viatura sem que tivesse ocorrido uma batida de trânsito, em alta velocidade.
Quanto ao pedido de cópia das imagens apreendidas, também feito pelo advogado, a delegada disse que qualquer observação deverá ser feita nos originais e não em cópias. O solicitação foi negada, pois as imagens estão no núcleo de inteligência policial para análise e elaboração de relatório.
No inquérito policial, os seguranças Jefferson Luiz Lima Medeiros, Ednaldo Rodrigues Belo, Valdenor de Moraes e Jorge Dourado Nery, foram formalmente indiciados, na quarta-feira (23.09) pelos crimes de homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, tortura e sem chance de defesa à vítima), furto qualificado (em razão do concurso de pessoas) e calúnia. Cada um vai responder na Justiça pelo grau de participação no crime.Comentários:
renato - 25/09/2009 16:34:00
Parabéns Delegada. Se todos e todas fossem assim haveria mais justiça. Sr. advogado de assassino: Pelo menos estude mais um pouco para arrumar um argumento mail plausível.
24 Horas News
Selzy Quinta
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