Entre os 11 cursos de capacitação oferecidos pelo Centro de Referência e Assistência Social (CRAS) do Cristo Rei, o Curso de Revestimento em Cerâmica é um dos destaques.
Reporter: Adilson Rosa - Fonte: Secom/VG
Igor Bastos
Entre os 11 cursos de capacitação oferecidos pelo Centro de Referência e Assistência Social (CRAS) do Cristo Rei, o Curso de Revestimento em Cerâmica é um dos destaques. Com 26 alunos, ele tem a participação de cinco mulheres, além da instrutora e comprova o que todo mundo já sabia – ser pedreiro e também especialidades na área da construção civil deixou de ser coisa só de homem.
Segundo a instrutora Bernardete Siqueira, o curso é uma especialidade e está atraindo homens e mulheres, pois o ganho é maior do que de um pedreiro. São 160 horas entre aulas práticas e teóricas. O curso é uma parceria entre a Secretaria de Promoção e Assistência Social e o Senai.
“Para fazer essa especialidade, é preciso ter noção de construção civil. O curso ensina também a fazer o orçamento de uma casa. Quando uma pessoa for construir, o especialista em revestimento em cerâmica preenche uma planilha com o custo total da casa. Hoje, a mão de obra representa, em média, 50% do valor total”, ressalta.
A instrutora lembra que hoje, o ramo da construção civil está aquecido graças a diminuição de impostos dos produtos, as construções de casas populares, além da chegada da Copa de 2014.
Um dos participantes é o pedreiro Edézio de Jesus que encontrou na especialização uma forma de ser um profissional diferenciado. “Sem falar que posso ganhar mais com isso”.
Entre as mulheres que furaram o “clube do bolinha”, está Aidê Carvalho que já trabalha com rejunte de azulejos, mas quis ampliar sua área de atuação. “Com isso, tenho um ganho profissional maior”, frisa.
Aidê disse que não teme o preconceito, pois a construção civil sempre foi um trabalho dominado pelo homem. “Acho que vou ter mais liberdade em trocar idéias com a proprietária da casa em construção, uma vez que elas reclamam dos homens, alegando que estes não entendem de cozinha”.
A coordenadora do Cras, Olga Iolanda Cunha, assinala que os cursos estão em alta, pois as pessoas estão sendo contratadas antes do término da especialização. “Isso tudo demonstra que eles tem consciência que precisam se especializar”.
Para o secretário de Promoção e Assistência Social, vereador Wiltinho Coelho, os cursos oferecido pelo Cras é uma forma de aumentar a renda familiar. “As pessoas investem sobretudo na capacitação e, com isso, estão tendo uma renda extra”, destaca.
Várzea Grande
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