domingo, 19 de julho de 2009

Lula anuncia pacote de medidas para municípios

Carol Sanford - Folha do Estado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou ontem para os cerca de dois mil gestores presentes na XII Marcha dos Prefeitos, em Brasília. O governo federal anunciou um pacote de medidas para os municípios. Os 70 prefeitos de Mato Grosso ainda ouviram o presidente afirmar que seu governo está aberto para receber reivindicações dos municípios.

“Nenhum prefeito ou líder de prefeito tem que ter inibição de fazer reivindicação”, disse Lula, após ouvir pedidos dos prefeitos. O presidente falou das diferenças que existem entre as capitais brasileiras e as cidades do interior e ainda lembrou do prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB). “Eu vejo aqui prefeitos de algumas capitais, como o de Cuiabá. Vocês têm uma administração quase que de nababos perto de alguns municípios, porque se vocês perdem 100, continuam com 900 para administrar. E aquele que tem 100 e perdem os 100? Esse come pó achando que é queijo ralado”, afirmou o presidente.

Lula assinou decreto que trata da compensação financeira entre o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) dos servidores da União, estados, Distrito Federal e municípios. O presidente também assinou a liberação de R$ 1 bilhão para os municípios de até 50 mil habitantes dentro do programa Minha Casa Minha Vida.
Para completar o pacote de medidas emergenciais destinado aos municípios, o ministro das Cidades, Márcio Fortes, assinou portaria que autoriza redução imediata de até 40% do valor das contrapartidas de obras do Programa de Aceleração ao Crescimento (PAC), nas ações de saneamento ambiental e habitação do programa.

Por mais de uma vez, Lula lembrou que essa é a penúltima vez que participa da marcha, já que seu governo termina em 2010. Disse ainda que a ele não interessa saber a que partido cada prefeito pertence para atender ao município. “Duvido que algum prefeito diga que foi destratado por mim por ser de outro partido, Kassab [Gilberto Kassab - DEM] pode ser minha testemunha”, declarou. Lula finalizou seu discurso criticando o fim da CPMF. Segundo ele, essa é uma mágoa que ele levará após o término de seu mandato.

Selzy Quinta

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