João Arruda-Redação 24 Horas News
O juiz Alex Nunes Figueiredo, titular da 2ª Vara Criminal de Cáceres, decretou as prisões preventivas das advogadas Lucy Rosa da Silva e Katelleen Karitas Barbosa de Oliveira Dias porque as duas passaram de defensoras a atuar diretamente nas transações que envolvem corrupção, trafico de drogas e lavagem de dinheiro proveniente de grupos criminosos que atuavam a partir na região de fronteira de Mato Grosso e ainda nos estados do Acre, Minas Gerais, Goiás e principalmente no Espírito Santo. O envolvimento das duas defensoras foi descoberto através de interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça. Na operação, deflagrada na sexta-feira, também foram cumpridos mandados nas cidades de Viana e Vilha Velha, ambas na Grande Vitória, no Espírito Santo.
Lucy foi surpreendida em sua residência no bairro Poupex I, enquanto que Katellen recebeu voz de prisão num luxuoso hotel na Avenida do CPA, em Cuiabá. Essas duas prisões somadas a outros 37 mandados de prisões temporárias foram alcunhadas como o nome de “Operação Volver” que no meio militar significa “meia volta”. Ou seja, parte do bando desarticulado teria sido favorecida com sentenças suspeitas e, portanto voltaram à prisão para esclarecer esses fatos.
A surpresa ficou por conta de mais um jovem de classe média de Cáceres, Marcos dos Santos Curvo de Lima, flagrado no curso das investigações como suposto membro recente do bando. Não há ainda maiores detalhes sobre a função dele dentro do esquema.
Outra prisão que gerou surpresa foi do nutricionista do Hospital Regional de Cáceres Cleiber Silva Alves, de 25 anos. Ele estaria ligado ao grupo preso pelo fato de ter cedido suas contas bancarias para uma movimentação muita acima do seu padrão financeiro. Na quebra de sigilo bancário autorizado pela Justiça apurou que há registros de entradas em sua conta corrente de valores como R$ 80 mil, R$ 70 mil e R$ 30 mil, além de viagens para o litoral do Nordeste e Capixaba sempre em companhia de parte do grupo investigado. Em seu local de trabalho ninguém desconfiava de Cleiber tendo ele como um requisitado “pai de santo” além de renomado cozinheiro.
Os policiais federais também cumpriram dois mandados de busca e apreensão de documentos sendo um no escritório do esposo da advogada Katellen Dias e outro no local de trabalho do advogado José Ricardo Corbelino, em Cuiabá. Não há nenhuma denuncia formal contra os dois advogados Vinicius Cintra e Corbelino.
Dois policiais civis e um delegado que foi transferido de Cáceres para Sinop e um escrivão de Cáceres são apontados em observações da Policia Federal nesse mesmo grupo. Há ainda uma suspeita sobre um agente prisional também de Cáceres que estaria eventualmente atuando na contramão da sua atividade facilitando ações do bando parcialmente desmantelado.
Quanto ao envolvimento de mais policiais civis, correu no meio policial que outros dois agentes também teriam sido delatados, desta feita, por suposto arrocho de cocaína desse grupo. Todavia está confirmada a participação de um militar em Brasília-DF que atua no Batalhão da Guarda Presidencial.
De acordo com a Policia Federal dois importantes articuladores de remessa de drogas de Cáceres conseguiram escapar. Um deles chegou a ter sua residência vistoriada, mas no dia anterior, segundo seus vizinhos relataram a PF, teria envolvido numa briga com esposa e saiu de casa: sem querer acabou escapando da operação e se encontra em local incerto e não sabido. A PF não forneceu os nomes desses dois suspeitos.
Uma equipe da PF deslocou até o Distrito de Vila Aparecida, a 40 quilômetros de Cáceres, para efetuar a prisão do jovem, Otanio Souza, conhecido como “Daniel Gás”. Ele estava, segundo seus pais, afastado de Cáceres e vinha trabalhando tentando se livrar do vicio e do envolvimento com atividades ilícitas. Seus pais são sitiantes a cerca de 30 anos na região de Vila Aparecida e alegam que o rapaz precisa de uma nova chance para se recuperar. Eles estariam inclusive instalando uma granja para Otanio se ocupar com atividade licita.
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