sábado, 4 de julho de 2009

Entre os atos do parlamentar e a decisão do gestor público

 Francisco Júnior  

Todo parlamentar tem o direito de falar e fazer questionamentos livremente. O nosso mandato nos dá esta investidura. Porém, é preciso lembrar que, como em todos os outros poderes, somente um dos legisladores assina pela Casa que representa. Em muitos casos há uma Mesa Diretora que também participa deste ato formal, mas quem se responsabiliza, no fim das contas, é única e exclusivamente o presidente.
O chefe de qualquer Legislativo tem de ter um cuidado e um zelo que valha por todos os seus representados, porque os atos da presidência resvalam e respingam em todos os parlamentares e na sociedade. Afinal, todos os membros de qualquer casa legislativa foram eleitos pelo voto direto e representam esta mesma sociedade que os elegeram.
Por isto é preciso dizer que no exercício da presidência da Câmara Municipal de Goiânia, em todos os meus atos, procuro ser muito responsável. Tudo o que faço é muito fundamentado, baseado na legalidade e balizado pela moralidade. Até mesmo pelo fato de minha formação ser na área jurídica. E esta é só mais uma razão para enfatizar que ninguém vai encontrar, em nenhum ato da atual presidência, qualquer tipo de ilegalidade.
Quando falei, na posse desta legislatura, que esta seria uma presidência com muita transparência e participativa, é porque se trata de um compromisso pessoal. E de fato ela é e continuará sendo transparente e participativa.
Não se tem notícia de nenhum outro lugar em que se faça licitação de portas abertas, transmitida pela televisão e pela internet. Aqui se faz. Em nenhum outro lugar se ouve falar que, mesmo com uma base de 27 vereadores eleitos por partidos que se coligaram com o prefeito, um presidente eleito por esta base franquie a palavra de maneira tão democrática. Isto ocorre no Plenário da Câmara Municipal de Goiânia.
Cada vereador no Legislativo é igual ao outro. E é pelo respeito profundo que tenho pela própria comunidade, por toda a sociedade, que trato de forma igualitária cada um dos vereadores. E neste aspecto a presidência é quem mais convive com as pressões. Afinal de contas, o gestor é alvo de todo o tipo de questionamentos, todo o tempo.
Mas isto não me incomoda. Num ambiente plural e democrático, todas estas questões fazem parte do processo decisório e da função do gestor público. E esta é uma responsabilidade que não é inédita, nem misteriosa para mim. Afinal, faz parte não só da minha carreira profissional nos últimos anos, mas está ligada principalmente à minha formação pessoal, de zelo e apreço, não só pelo que é público, mas ainda mais pelo próximo.

Francisco Júnior é advogado, mestre em Planejamento e Desenvolvimento Territorial, vereador pelo PMDB e
presidente da Câmara Municipal de Goiânia

Diário da Manhã

Selzy Quinta

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