sábado, 18 de julho de 2009

Delegado da PF Protógenes Queiroz pretende seguir carreira política

Jaraguá Notícia

A Polícia Federal do Brasil é uma das mais respeitadas instituição de segurança, não é por menos que milhares de pessoas concorrem uma vaga em concurso público com o sonho de se tornarem Agentes, Delegados, Escrivães e outros cargos oferecidos pelo Ministério da Justiça. A Polícia Federal é uma espécie de FBI no Brasil, hoje mais de 11 mil agentes se revezam em trabalhos de investigação pelo país.
texto descritivoO caso que envolveu o Delegado Protógenes Queiroz que comandou a Operação Satiagraha, cujo nome significa “firmeza na verdade”, desencadeada em 08 de julho de 2008, é um fato que marcou a PF nos últimos anos. Delegado por idealismo, ele foi advogado, procurador e passou em concurso para delegado federal, sendo aprovado na primeira chamada.

Em entrevista cedida ao Jornal Folha de São Paulo, Protógenes Queiroz afirmou que as acusações contra ele, em que a corregedoria da PF o indiciou por quebra de sigilo funcional e por ter aberto relatório confidencial das investigações da operação Satiagraha para a ABIN não têm fundamentação e, que mesmo afastado da operação ele entrou com recurso no Supremo, em que aguarda a apreciação.

As investigações da PF são muito bem organizadas, quando um trabalho tem que ser realizado em um determinado Estado, agentes residentes neste não participam afim de evitar possível tráfico de influência na operação e, portando vazamento de informação. Uma aeronave da PF busca agentes de outros estados, sendo omitida aos mesmos qualquer informação da operação, fato que acontece somente na hora de serem executadas.

Protógenes Queiroz é o delegado que prendeu o banqueiro Sérgio Naya, o empresário Law Kin Chong, o ex-deputado federal e o coronel da PM do Rio Branco , Hildebrando Pascoal Nogueira Neto, acusado de narcotráfico e por liderar grupos de extermínio no Acre.
A Operação Satiagraha prendeu no início de julho de 2008, mais de 20 pessoas acusadas de crimes financeiros, como lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, evasão de divisas e formação de quadrilha. Entre eles, o empresário e investidor financeiro Naji Nahas, o banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta.

O delegado Protógenes nos dá entender em suas palavras que pretende fazer sua carreira política e que estaria sendo convidado por vários partidos. Estaria o delegado sendo tão cobiçado por ter um nome de peso hoje no cenário Nacional depois das operações ou porque é detentor de segredos que não podem serem violados? Quem investigou crimes praticados por políticos e outras elites de nome nacional e está sendo investigado nos fazem pensar se vale a pena mesmo sermos chamados de eleitores, e além de tudo cidadãos brasileiros.

Selzy Quinta

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