Autoridades chamaram a imprensa para anunciar hoje mudanças de abordagem e tratamento da Influenza A
DC
Fim das férias escolares traz maior preocupação quanto à incidência do vírus na Capital, que crescerá em agosto
O retorno das férias escolares é o atual foco das atenções das autoridades de Saúde de Cuiabá quanto ao combate da gripe suína. Estima-se que, em agosto, o número de casos da doença aumente substancialmente na Capital, fato motivado pelo contato das pessoas que estiveram nos estados mais infectados do país em julho e estão de volta. Até setembro, espera-se também que o vírus Influenza A (H1N1) já esteja sendo transmitido de mato-grossense para mato-grossense.
O panorama da gripe suína, bem como as recomendações quanto à prevenção e ao tratamento da doença, será repassado hoje à imprensa pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS). O órgão também se reúne hoje, às 11 horas, com médicos da rede particular da Capital para fornecer as informações transmitidas pelo Ministério da Saúde sobre a forma de abordagem dos pacientes com suspeita da nova gripe.
“É fatal a ocorrência paralela das duas gripes – suína e humana. Isso ainda não ocorre, mas estamos nos preparando. Estamos ainda na primeira fase, o monitoramento. Porém, a segunda fase, que é a transmissão em larga escala, está próxima. Não importa mais notificar o tipo de gripe, mas estar preparado para tratar os casos”, informou o diretor de Vigilância a Saúde e Ambiente de Cuiabá, Wagner Simplício.
Conforme o diretor, a partir de agosto, o vírus Influenza A estará circulando em todo país, dada à rapidez de disseminação que tem. Porém, a gripe suína, na sua opinião, se mostrou muito menos virulenta do que pareceu, quando do início da pandemia. “Ela começou com um índice de mortalidade de 7%, no México. Hoje, esse índice é inferior a 0,7%, como na influenza humana. Portanto, os médicos precisam estar preparados para tratar os pacientes contra a gripe, que acometerá um número grande de pessoas, porém, sem oferecer tamanho perigo”, salientou, lembrando que a atenção especial deve estar voltada aos grupos de risco: crianças menores de 2 anos, idosos, gestantes e pessoas com doenças imunodeprimidas (portadores da Aids, por exemplo).
Outra preocupação apresentada por Simplício foi quanto à capacidade de mutação do vírus Influenza A. Porém, disse acreditar que tenha o mesmo potencial da gripe humana, cujas modificações são pequenas e controláveis, do ponto de vista do tratamento. Atualmente, são seis os casos confirmados da doença em Cuiabá, que ainda monitora 46 notificações.
MATO GROSSO – O governo do Estado anunciou, também para hoje, uma reunião com o Conselho Regional de Medicina para repassar as novas orientações do Ministério da Saúde sobre a Influenza A sobre a necessidade de tratamento, independente da notificação do tipo de vírus. Porém, a Secretaria de Estado de Saúde informou que, mesmo diante das recomendações nacionais, tanto da Saúde como do Ministério da Educação quanto ao retorno das férias, Mato Grosso segue seu calendário normal de aulas, tendo em vista o comportamento atual da doença, ou seja, “não encontrando anormalidades de transmissão em escala elevada. Porém, os pais devem observar que seu filho, com sintomas de gripe, evitem (sic) retornar às aulas até estarem totalmente recuperados”, traz o alerta.
Selzy Quinta
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