Redação 24 Horas News
A Polícia Militar de Mato Grosso informou que na próxima segunda-feira, dia 6 de julho, irá requisitar junto a Justiça Federal cópia da documentação sobre a “Operação Pluma”, desencadeada pela Polícia Federal que resultou na emissão de seis mandados de prisão temporária contra oficiais da PM, acusados de prática de pistolagem, grilagem de terras entre outros crimes. O material será encaminhado para a Corregedoria da Instituição. As evidenciais processuais, que resultaram nos decretos de prisões, indicam que os oficiais teriam recebido algo em torno de R$ 5 milhões para fazer a segurança e acobertar o esquema.Entre os presos, o ex-comandante da Polícia Militar, coronel da reserva Adaildon Evaristo de Moraes Costa. Também tiveram prisão decretada pela Justiça Federal o coronel Elierson Metello de Siqueira, o sub-tenente Adalberto da Cunha de Oliveira, os capitães Robson Oliveira Curi e Antônio de Moura Neto e o major Wlamir Luis da Gama Figueiredo. A quadrilha era chefiada por Gilberto Luiz de Rezende, com a ajuda de Adário Carneiro Filho.
O comandante geral da PM, coronel Antônio Benedito Campos Filho, negou que a imagem da corporação tenha sido arranhada ou ficado desgastada com o episódio. “A Polícia Militar tem orgulho do trabalho que é realizado diariamente em prol da sociedade. Sempre atuamos pautados dentro da ética e da lisura e jamais nos furtamos a cumprir o que é legal” - declarou. Ele informou ainda que os oficiais serão afastados das atividades operacionais.
A Polícia Federal recebeu mandado ainda para prender Admilson Luiz de Rezende, iIrmão de Gilberto Rezende e responsável pela vendas de terras griladas com a ajuda dos policiais militares e oficiai;. Josemar Pereira dos Santos, técnico agrimensor responsavel pela medição da fazenda Suiá-missú e Bridão Brasileiro, Jurandir de Souza Ribeiro, comprador de terra em reserva indígena da região do Vale do Araguaia; José Carlos de Moraes, apontado como grileiro; Maristela Maranhão Fonseca, engenheira agrônoma da Suiá-missú, Antonio Cezar Rocha Felipe, responsável pela delimitação da fazenda e a escrevente do cartório de São Felix do Araguaia, Maria Elizabete Carvalho
Da quadrilha faziam parte ainda três pistoleiros: Luiz Carlos Machado, ex-prefeito de Porto Alegre do Norte; Altamiro Schneider e Camilo de Lélis Brasileiro Pereira, que também exerce a função de químico.
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Selzy Quinta
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