quarta-feira, 10 de junho de 2009

Trabalhadores exigem presença do Incra para pôr fim a bloqueio na BR-158

Escrito por TVCA modificado por kassu

Manifestação já chega ao segundo dia sem avanços. Trabalhadores querem regularização de área em Bom Jesus do Araguaia.

A rodovia BR-158 segue bloqueada pelo segundo dia por trabalhadores ligados à Comissão da Pastoral da Terra nas proximidades do município de Bom Jesus do Araguaia (distante a 983 quilômetros de Cuiabá).

Segundo informações repassadas pela Polícia Militar, não houve até o momento registros de violência durante a manifestação. Os trabalhadores disseram à polícia que pretendem bloquear a pista por tempo indeterminado até a chegada de representantes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para negociação de uma área que é reivindicada por eles há mais de sete anos.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) mantém policiais na rodovia para controlar o trânsito. De acordo com informações da Central Pastoral da Terra - CPT, os trabalhadores que fecharam a rodovia são ligados a movimentos sociais. São aproximadamente 200 pessoas, integrantes de 500 famílias que estão acampadas em uma área ao lado da fazenda Bordolândia.

Ainda segundo a CPT, eles são clientes da reforma agrária. A área já chegou a ter cinco mil pessoas acampadas. Hoje são pouco mais de 2.500. O tráfego de veículos deve ser liberado amanhã por uma hora a partir das 06h, mas passado o período, o bloqueio será retomado.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal - PRF, há opções de desvios por rodovias estaduais ou ainda pela BR-080, que também se interliga a 070 em alguns ponto da região, mas todas são sem pavimentação e trechos mal conservados.

O objetivo do movimento de trabalhadores é insistir com o bloqueio até que uma decisão ou uma reunião para resolver o problema seja realizada. Segundo informações as condições de vida no local do acampamento são precárias e, além de adultos, também há crianças no local.

A fazenda Bordolândia é uma área de 55 mil hectares que está em disputa judicial entre o Incra e os proprietários. O Incra havia desapropriado a área para fins de reforma agrária, mas os laudos do órgão e o documento que atestava improdutividade da área foram questionados na justiça.

O Incra ganhou na primeira instância, mas os proprietários, por intermédio de uma liminar com tutela antecipada conseguiram reverter a situação em segunda instância na Justiça Federal e retomaram a posse da fazenda. Com a decisão judicial as famílias que haviam ocupadao a fazenda, aproximadamente mil famílias, tiveram que deixar a área e estão acampadas provisoriamente em uma fazenda vizinha da área de interesse para reforma agrária.

 

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