sexta-feira, 5 de junho de 2009

Sai o retrato-falado do principal suspeito de enviar bomba em Barra do Garças

 


As características do suspeito foram fornecidas pelo gerente do hotel onde ele ficou hospedado durante 4 dias; há outras linhas de investigação
O delegado Adilson Macedo Gonçalves, responsável pelo inquérito que apura o atentado a bomba que matou uma pessoa no último dia 26, em Barra do Garças, divulgou ontem o retrato falado do homem que teria contratado a entrega do artefato na loja de materiais elétricos Mega Light. As características do acusado foram fornecidas pelo gerente do hotel Beira-Rio, onde o suspeito ficou hospedado por quatro dias antes do crime.
O retrato falado é uma das vertentes que o delegado adotou para chegar ao suspeito, porém, outras linhas de investigações também estão sendo exploradas para a elucidação do atentado. Diligências tem sido feitas e órgãos ligados a Polícia Civil também entraram no caso pela dimensão que o fato alcançou. “A complexidade do crime estabeleceu essas vertentes”, disse Adilson Gonçalves.
O atentado a bomba ocorreu na manhã do último dia 26, no interior da loja Mega Light, no setor central de Barra do Garças. Uma caixa com o timbre “Via-Sedex” foi deixada na empresa pelo mototaxista Wilmar Carlos da Silva e o conteúdo era uma bomba de origem desconhecida. O artefato explodiu nas mãos do funcionário Luiz Fernando Lima da Silva, de 21 anos, que morreu na UTI do Hospital de Queimados de Goiânia (GO) 24 horas depois do crime.
Além do retrato falado, a Polícia Civil está explorando os problemas familiares que envolvem um dos sócios da empresa Mega Light, Wenderson Pereira Brito, conhecido como Jânio. Filho de pais adotivos, Jânio trava uma batalha com o pai, que reside em Ribeirão Cascalheira, supostamente por uma partilha de bens. Nesse desentendimento, houve três tentativas de homicídio, uma praticada pelo empresário contra o pai e duas contra si.
“Nos anos de 2005 e 2006 o Jânio foi vítima de duas tentativas de homicídio. Numa dessas tentativas, ocorrida em 2006, ele foi alvejado por vários disparos de arma de fogo e atingido por oito tiros. Tudo isso está sendo investigado”, disse o delegado. Ele informou ainda que Wenderson (Jânio) também já teve problemas com a polícia. Adilson Gonçalves informou que espera concluir o inquérito nos próximos dez ou 15 dias.

 

Fonte:  Diário de Cuiabá

Selzy Quinta

Nenhum comentário: