domingo, 21 de junho de 2009

Lula reafirma convite para Maggi ser ministro

 

Por: Marcos Lemos - A Gazeta

 

Solenidade em Alta Floresta serviu para presidente mostrar admiração pelo governador de MT

Presidente disse que Blairo Maggi não será ministro se não quiser; Silval foi apresentado como candidato à sucessão a governo de MT

O presidente Luiz Inácio Lula da silva reafirmou o convite para que o governador Blairo Maggi (PR) seja ministro do seu governo no último ano de gestão. Perguntado se Maggi, que foi efusivamente festejado por Lula em Alta Floresta (803 km de Cuiabá) no lançamento do Programa Terra Legal, poderia ser ministro de Estado, o presidente respondeu. "Só se ele não quiser", respondeu o presidente na presença do vice-governador, Silval Barbosa (PMDB), que foi apresentado como candidato de Maggi à sucessão estadual, do deputado federal Wellington Fagundes (PR) que será candidato ao Senado, do deputado federal, Carlos Abicalil (PT), um dos mais próximos do Palácio do Planalto e do próprio governador Blairo Maggi.

Lula teria ainda retrucado. "Maggi pode ser ministro do que ele quiser, de áreas as quais se relaciona profissionalmente ou não", explicou o presidente demonstrando uma profunda amizade e reconhecimento pelo governador mato-grossense. Essa aliás não é a primeira vez que o presidente faz demonstrações de apreço a Blairo Maggi. Em recente encontro em Brasília para assinatura do PAC Drenagem, Lula levantou-se e foi até o governador que estava sentado na platéia, lhe deu um abraço e o convidou para sentar-se entre as autoridades.

Há meses A Gazeta, com exclusividade, publicou matéria onde apontava a existência da vontade do presidente Lula em ter Blairo Maggi como um auxiliar direto, ocupando um ministério que poderia ser o de Transportes que já é ocupado por um membro do PR, o senador pelo Amazonas, Alfredo Nascimento que deverá se desincompatibilizar para disputar o governo daquele Estado.

O atual governador, Eduardo Braga (PMDB), está terminando seu segundo mandato.

O PT, Lula e a ministra-chefe, Dilma Roussef, candidata do presidente a sucedê-lo em 2010, acreditam na capacidade de Maggi em abrir uma brecha no agronegócio que tem certa rejeição ao partido.

Tanto é que nos estados produtores agrícolas, Lula perdeu as eleições em 2006 para o tucano Geraldo Alckmin, inclusive em Mato Grosso.

 

Nem apelo de Lula faz Maggi mudar de idéia em assumir ministério

Nem mesmo os apelos do presidente Lula, muito menos as solicitações da classe política e tão pouco as manifestações de carinho dos mato-grossenses estão sendo suficientes para demover o governador Blairo Maggi de não disputar nenhum cargo político na eleição de outubro de 2010.

Blairo Maggi foi o alvo das atenções durante sua permanência com o presidente Luis Inácio Lula da Silva. Sentou ao seu lado nas cerimônias, o que chegou a provocar uma certa crise de ciúmes do governador de Rondônia, Ivo Cassol. Em conversa com Maggi, ele chegou a comentar que “senti inveja em ver você sentado ao lado do presidente”.

Em um dos momentos, deu para ver nitidamente que nas conversas ao pé de ouvido, Lula dizia para Maggi se manter ativamente na política e concorrer a algum cargo eletivo em 2010, a senatória. Entre sorriso, o governador respondeu apenas que vai continuar trabalhando politicamente, mas sem cargo eletivo, pelo menos nesta próxima eleição.

Ao deixar Alta Floresta, Lula chegou a comentar que Blairo Maggi é um parceiro de primeira hora, que sempre esteve junto na construção do novo Brasil e que vai apoiar qualquer seja a decisão do governador. “Disse para ele não dar nenhum tempo na política, que o Brasil precisa de seu trabalho. Mas a decisão é dele, e irei apoiar seja qual for a posição que tomar”, revelou acrescentando que em nenhum momento a conversa girou sobre a possibilidade de Maggi assumir um ministério ainda neste ano.

Já neste sábado, durante a viagem para Rondonopolis, o governador, por telefone disse que não muda sua posição de se afastar temporariamente da política. “As manifestações de carinho do povo, os apelos de meus parceiros políticos foram intensos, até do presidente. Mas vou me afastar sim, passar um tempo com a minha família”, voltou a dizer. Ele, no entanto, assegura que vai trabalhar nos bastidores.

Perguntado se deixaria o governo do Estado até dezembro para que seu vice, Silval Barbosa assuma o comando, Maggi disse que ainda não tomou esta decisão. Lembra que seu mandato vai até dezembro de 2010.

O governador descartou também a possibilidade de vir a assumir a presidência do Comitê Copa do Pantanal, uma vez que é o maior responsável pela vinda da Copa do Mundo de 2014 para Cuiabá. “Não, não tem nada disso. Ao deixar o governo vou cuidar dos meus negócios e da minha família”, disse.

Rubns de Souza - 24 Horas News

Selzy Quinta Marcas:

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